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DAZN perde tudo o que cresceu em 2020 no Brasil, mas mantém contratos

Reprodução/DAZN
Imagem: Reprodução/DAZN

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

01/05/2020 04h00

Com o futebol paralisado por causa da pandemia do Covid-19, a plataforma de streaming DAZN foi a mais afetada. Dependendo diretamente dos eventos ao vivo para manter uma boa base de assinantes, a plataforma perdeu tudo o que conseguiu crescer no primeiro trimestre de 2020 em apenas um mês - no caso, em abril.

Segundo apurou o UOL Esporte, com a transmissão das finais da Recopa Sul-Americana que tinha a participação do Flamengo, a plataforma cresceu em 35% a sua base de assinantes no país. Todo esse número já foi perdido pelo DAZN no Brasil desde a paralisação do futebol, em meados de março.

Além dessa perda, houve também um recuo de mais 15% da base que já estava na plataforma antes desse período. Ou seja, ao todo, a queda na base de assinantes chegou a 50% considerando o número fechado em todo o ano de 2019. O fato, claro, impacta as finanças da plataforma.

Para este ano, a expectativa do DAZN era crescer sua base de assinantes em 50%. Para isso, abaixou o seu preço para um valor bem mais competitivo - R$ 19,90 mensais, ante R$ 37,90 do que era cobrado anteriormente. A disputa do Campeonato Paranaense, além da Recopa Sul-Americana, eram os principais trunfos para subir sua base.

Por causa desta queda de arrecadação, alguns profissionais que mantém contrato fixo se preocuparam em ter reduções de salários, como está acontecendo em algumas emissoras de televisão - é o caso da Band, que reduziu os salários de apresentadores e narradores esportivos em 25% após uma fuga de anunciantes.

No entanto, no início desta semana, o DAZN afirmou que manterá totalmente os pagamentos de seus talentos com acordo fixo, além de executivos e funcionários de suporte e tecnologia. A empresa admitiu que o momento é de transformações e que o Esporte está em segundo plano, mas que tem tomado medidas para que seus talentos não sejam afetados.

Entre os nomes que possuem contrato fixo com o DAZN, estão o narrador Dudu Monsanto e o comentarista Rafael Oliveira. Enquanto não está exibindo eventos ao vivo, a plataforma tem tentado se virar como é possível. A empresa criou uma faixa para reexibir partidas na tentativa de ativar sua base de clientes.

Os jogos são exibidos diariamente, a partir das 16h.A faixa fixa continuará enquanto o futebol nacional estiver suspenso. Além de reprises de jogos antigos, o DAZN tem estudado alternativas para manter seus assinantes. Uma delas é produzir um boletim diário de notícias, chamado "Plantão DAZN", com todo o noticiário do dia no esporte mundial.

Outro investimento é uma parceria com o festival Cinefoot, principal evento do cinema nacional sobre filmes dedicados ao futebol. Nele, são apresentados longas e curtas-metragens de toda a América Latina, incluindo documentários e histórias de ficção.

Entre as películas disponibilizadas está o curta "A Culpa é do Neymar", produzido em 2015, que é protagonizado por Babu Santana, participante da última edição do "Big Brother Brasil", da Globo.

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