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Ex-bailarina do Faustão quase foi jogadora e era chamada de Roberto Carlos

Giovana Gallucci, ex-bailarina do balé Faustão - Reprodução/Instagram
Giovana Gallucci, ex-bailarina do balé Faustão Imagem: Reprodução/Instagram

Beatriz Cesarini

Do UOL, em São Paulo

21/07/2019 04h00

Demitida do Balé do Faustão junto à outras dez dançarinas, Giovana Gallucci quase se tornou jogadora de futebol antes de seguir a carreira profissional nas artes. A paulista se apaixonou pelo futebol quando adolescente e até ganhou o apelido de "Roberto Carlos", mas precisou deixar o sonho no esporte.

"Quando eu tinha 15 anos, eu descobri mais do que um amor por jogar bola. Eu jogava com alguns meninos em uma quadra de um prédio em que morava no Guarujá (litoral de São Paulo). Quando eu me mudei para São Paulo, eu comecei a jogar futebol no clube do Círculo Militar de São Paulo", contou Giovana ao UOL Esporte.

A ex-bailarina do Faustão destacou que sempre foi muito bem recebida pelos meninos com quem jogava no condomínio no qual residia. Foi justamente nessa época que Giovana ganhou o apelido de "Roberto Carlos".

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram
"O apelido foi pregado pelos meninos do condomínio que eu jogava, porque eu era bem magricela, mas tinha as perninhas bem definidas. Era muito rápida, corria bem e tinha uma testa grande. Então os meninos não economizavam na brincadeira", explicou a bailarina.

"Eu sempre fui recebida ao jogar com os meninos. Eu tinha uma amiga que tinha irmãos e eram esses meninos que jogavam com outros. Fiz amizade com eles justamente porque comecei a jogar lá na quadra. Eles sempre me receberam bem, jogavam como se não tivesse uma menina, o que eu adorava", acrescentou Giovana.

Ainda quando adolescente, Giovana teve que abandonar seu sonho como jogadora de futebol por dois motivos. Em uma partida, a paulista sofreu uma contusão que a atrapalhou na continuidade dos treinos. Além disso, o clube em que jogava encerrou as atividades no futebol feminino.

"Em uma partida eu tomei um chute na lateral da canela da perna direita de uma menina que era maior do que eu. Até hoje eu tenho um calombinho nesse lugar. Eu tive muita dor para andar por mais de um mês. Então eu não consegui continuar. Além disso, o clube tinha a pretensão de criar uma liga de meninas, mas não juntou jogadores suficientes, então decidiram parar com o futebol feminino", contou a bailarina.

Giovana, que é formada em moda, foi uma das 11 bailarinas demitidas do "Domingão do Faustão", que passa por processo de renovação em seu balé. Segundo a paulista, não há grandes explicações para a sua saída.

"Nem há muito o que falar, por não entender também. A minha passagem foi curta lá e a demissão seguiu na mesma linha: foi curta e direta. Mas se tem uma coisa que é longa e intensa é minha gratidão a Deus. A gente sempre soube que o quadro se renova e a gente só não sabe quando é a nossa hora. Por isso que sempre fui 100% lá dentro e aproveitei cada domingo como se fosse o último. Isso fica de conselho para as novas meninas que vão entrar", declarou Giovana.

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