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Vovó de 88 anos viaja 1.426 km para ver Nadal. Será que ela conseguiu?

Dona Mafalda (centro) acompanha a estreia de Rafael Nadal no Aberto do Rio - Renan Rodrigues/UOL
Dona Mafalda (centro) acompanha a estreia de Rafael Nadal no Aberto do Rio Imagem: Renan Rodrigues/UOL

Renan Rodrigues

Do UOL, no Rio de Janeiro

20/02/2014 12h00

Tirar uma foto com Rafael Nadal é o desejo da maioria dos torcedores que comparecem ao Aberto do Rio, no Jockey Club. Mas viajar 1.426 quilômetros, encarar filas, levar faixas e tentar vencer o cerco de fãs e seguranças que sempre estão ao redor do espanhol não é tarefa das mais simples. Nada disso, porém, foi impedimento para a aposentada Mafalda Maria Zeni Rasia, de 88 anos, realizar seu sonho.

Presente na quadra central durante a vitória de Nadal sobre Daniel Gimeno-Traver, na última terça-feira, Mafalda despertou a atenção do público ao levar um cartaz amarelo e vibrar bastante com os pontos do número 1 do mundo. Nele, além de corações, um pedido escrito em espanhol: “Tenho 88 anos e viajei 1.426 quilômetros para vê-lo. Boa sorte”.

A tática deu certo e o encontro com o ídolo após o jogo emocionou a torcedora fanática.

“Conseguimos chegar até a porta do vestiário e o Nadal notou nossa presença. Fiquei muito comovida, ele é muito atencioso. Ele até ficou um pouco sem graça, pois estava todo suado da partida e iria tomar banho, mas eu disse que não tinha problema. Ganhei até um beijo”, contou Mafalda, que viajou de avião de Caxias do Sul para o Rio.

A paixão pelo tênis resultou por consequência na admiração por Nadal. E o carinho é antigo, segundo Mafalda. Ela diz acompanhar o espanhol desde que ele tinha 17 anos e começava a ingressar no circuito profissional. Primeiro o visual, depois títulos e vitórias foram aumentando o fanatismo da aposentada, que responde rápido quais as características favoritas do ídolo.

“Ele tem uma raça impressionante, se entrega completamente ao jogo. E outra coisa que admiro é a concentração. Para o Nadal, só tem a bola e a quadra. Os outros tenistas levantam os olhos, ficam desligados em alguns momentos. Mas ele é diferente. Nunca vi alguém tão focado”, elogiou Mafalda.

  • Arquivo Pessoal

    Dona Mafalda (centro) e sua família posam para foto com Rafael Nadal no Aberto do Rio

Curiosa sobre detalhes da vida do tenista, Mafalda leu a biografia e acompanha noticias de Nadal. Para realizar o sonho de vê-lo de perto, a aposentada também contou com a ajuda da neta Maria Fernanda Spadini, que morou na Espanha e escreveu o pedido da avó no cartaz.

“Eu pensei que seria a única maneira dela encontrar o Nadal, conseguir despertar a atenção dele. Era o sonho da vida dela ter uma foto e poder conversar rapidamente com o ídolo”, disse Spadini, que mora no Rio de Janeiro.

Antes de Nadal, o norte-americano Pete Sampras era o favorito, assim como o brasileiro Gustavo Kuerten. Mas o espaço no coração de Mafalda, hoje, é só para o espanhol.

“Acho que ele tem chances enormes de ser campeão aqui. Está recuperado de lesão, jogando bem. Eu torço para que ele vença, seria inesquecível”, disse Mafalda.

O possível segundo encontro com Nadal ocorrerá na próxima sexta-feira, caso ele passe pela segunda rodada e vença o compatriota Albert Montanes, nesta quita.

“A gente comprou logo quando soube que ele viria, mas não sabíamos quem iria jogar em determinado dia. Existia a possibilidade de não ter um jogo dele. Mas era para dar certo, tudo conspirou positivamente”, destacou Maria Jannice Rasia Spadini, filha da fã número 1 do espanhol.

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