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Renan faz fisioterapia e ainda sente efeitos de covid-19 nas Olimpíadas

Técnico Renan Dal Zotto, da seleção masculina de vôlei, venceu  covid antes de ir às Olimpíadas - Gaspar Nóbrega/COB
Técnico Renan Dal Zotto, da seleção masculina de vôlei, venceu covid antes de ir às Olimpíadas Imagem: Gaspar Nóbrega/COB

Beatriz Cesarini

Do UOL, em Tóquio

30/07/2021 05h14

Pouco antes das Olimpíadas de Tóquio, o técnico Renan Dal Zotto travou uma luta difícil contra a covid-19. O comandante ficou 36 dias internado e hoje, com a seleção masculina de vôlei na capital do Japão, ainda sente os efeitos da doença que assolou o mundo inteiro.

Renan ainda está em recuperação e continua fazendo os exercícios terapêuticos durante sua estadia em Tóquio. Logo após a vitória desta sexta-feira, por 3 sets a 1, contra os Estados Unidos, o treinador foi conversar com a imprensa e pediu permissão para tirar a máscara por alguns instantes, pois "precisava de oxigênio".

"Estou feliz de ter essa oportunidade de estar aqui, e ter essa chance. Não foi fácil, e ainda está sendo complicado, porque sigo me recuperando. Estou fazendo um trabalho quase que diário. Claro, com os jogos agora, fica mais difícil. Mas eu estou muito feliz de poder estar aqui, de poder estar junto com os garotos. A gente vem trabalhando... esse é o quinto ano. Já conquistamos muitas coisas, e esse é o momento mais importante. Foi toda uma superação para estar aqui e eu estou muito feliz", comentou Renan.

O comandante testou positivo para a covid em abril, teve agravamento do caso e precisou ser internado. No hospital, ele foi intubado, submetido a um cateterismo e traqueostomia, a abertura de um orifício artificial no pescoço, por cirurgia, que liga a traqueia ao respirador mecânico. Após muitos dias de luta, Renan recebeu alta em 21 de maio,

A partir daí, o treinador se preparou como um atleta para conseguir ir às Olimpíadas de Tóquio com a seleção brasileira de vôlei. Renan fez exercícios duas vezes por dia e, cerca de meses depois da alta, embarcou para o Japão.

"Foi uma preparação muito grande. Eu me vi como 30 anos atrás - quando jogou vôlei entre os anos 80 e 90 -, porque treinava duas vezes por dia, chegava morto em casa. Mas tinha que ser essa rotina para ter essa oportunidade de estar aqui", declarou.