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Olimpíada será feita pela 1ª vez em ano ímpar, com rara quebra de ciclo

A chama olímpica havia chegado ao Japão na semana passada - ISSEI KATO
A chama olímpica havia chegado ao Japão na semana passada Imagem: ISSEI KATO

Do UOL, em São Paulo

24/03/2020 11h41

Com o adiamento para 2021, anunciado hoje (24), os Jogos Olímpicos serão realizados pela primeira vez num ano ímpar. Os atletas agora vivem um período de espera de cinco anos entre uma edição e outra, algo raro, porém não inédito.

Desde que começou a organizar o evento, em Atenas-1896, o Comitê Olímpico Internacional manteve os anos pares para acolher tanto os Jogos de Verão como de Inverno. A tradição foi mantida mesmo após maiores intervalos sem a competição, nos anos de Primeira e Segunda Guerras.

Berlim-1916 foi adiada por conta do primeiro conflito, fazendo a competição pular de 1912 para 1920. Depois de Berlim-1936, duas edições das Olimpíadas foram canceladas (1940 e 1944) devido ao segundo conflito. Nesse caso, a chama voltou a ser acesa apenas 12 anos depois, em 1948, de volta a Londres.

Essas foram as primeiras vezes em que o intervalo de quatro anos não foi respeitado —para constar, uma Olimpíada especial realizada em 1906, sob pretexto de comemoração de dez anos da primeira da era moderna, não é considerada oficial pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

A rotina quadrienal, então, só voltaria a ser quebrada cinco décadas depois. O COI decidiu separar as Olimpíadas de Verão e Inverno e antecipou os Jogos de Inverno de 1996 para 1994, em Lillehammer, na Noruega. A edição de 1992 havia sido disputada em em Albertville (França), pouco antes de Barcelona-1992.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do informado anteriormente, o primeiro evento organizado pelo Comitê Olímpico Internacional foi em 1896, não 1986.

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