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Terceira dupla olímpica do vôlei de praia brasileiro se separa; resta uma

Alison e Álvaro comemoram durante vitória contra holandeses - Photo by Sean M. Haffey/Getty Images
Alison e Álvaro comemoram durante vitória contra holandeses Imagem: Photo by Sean M. Haffey/Getty Images
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

31/08/2021 10h53

Das quatro duplas brasileiras que disputaram os Jogos Olímpicos de Tóquio, encerrados há menos de um mês, só uma continua existindo: Ágatha e Duda. Nesta terça-feira (31) Alison e Álvaro Filho, que pareciam ter boa sintonia dentro e fora das quadras, anunciaram que estão abrindo a dupla, da mesma forma que já fizeram Evandro e Bruno Schmidt e também Rebecca e Ana Patrícia.

"O vôlei de praia se acostumou a ver duplas acabarem por brigas, por desgastes pessoais. Eu só posso agradecer ao Alvinho pelo tempo que jogamos juntos, por ter acreditado no projeto e pela oportunidade de disputarmos as Olimpíadas. Alvinho não é apenas um grande jogador, mas também um grande homem, um grande profissional, criamos uma amizade muito forte, uma relação de respeito e isso vai permanecer", afirmou Alison, em comunicado da dupla.

Alvinho, como Álvaro Filho é conhecido, também elogiou o agora ex-parceiro. "Aprendi muito ao lado do Alison. Tivemos muitas alegrias, formamos uma dupla forte, comprometida, e saio para novos desafios como um jogador diferente, mais experiente e maduro. Quero agradecer também a toda a equipe pela forma como me acolheram e por tudo que fizemos juntos. Durante esse tempo juntos, eu e Alison construímos uma amizade sólida, vivemos muitos momentos juntos, e o mais importante é o respeito que temos um pelo outro."

Os dois se juntaram em abril de 2019, depois que o jovem André Stein surpreendeu e decidiu abrir a dupla com Alison. O Mamute precisava de um parceiro para tentar a vaga olímpica e o veterano Ricardo o procurou para sugerir o nome de seu parceiro, Álvaro Filho, que é paraibano como ele.

Diferente do que Alison, dono de um ouro e uma prata olímpica, estava acostumado, a nova dupla não estourou. Até venceu uma etapa quatro estrelas do circuito mundial, outra três estrelas, mas os resultados passaram longe de serem regulares. Antes de Tóquio, em seis etapas jogadas em 2021, chegou só uma vez à semifinal. Na Olimpíada, parou nas quartas de final.

Com os principais jogadores do país no mercado, a tendência é que diversas outras duplas do vôlei de praia brasileiro também cheguem ao fim, até porque uma dupla entre Alison e Bruno Schmidt, reeditando o time ouro na Rio-2016, é bastante improvável, já que os dois não têm boa relação.