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Diretor de futebol do Botafogo exalta dedicação de Chamusca e fala em corte de R$ 1,5 milhão com custos

18/04/2021 15h55


O diretor de futebol do Botafogo, Eduardo Freeland, se manifestou neste domingo após a segunda eliminação da equipe em competições neste início de temporada de 2021. Embora tenha admitido sua insatisfação com o desempenho aquém do esperado, o dirigente ratificou sua confiança no trabalho do técnico Marcelo Chamusca e garantiu que o elenco tem condições de se aprimorar para a disputa da Série B.

- Nos cobramos muito. A cada jogo, discutimos muito a performance coletiva e individual da equipe. É preciso uma análise mais complexa. Só tivemos duas semanas cheias para treinar nesses mais de 50 dias de trabalho. Ainda estaríamos em final de pré-temporada, mas já temos jogos oficiais e precisamos de evolução - disse.

Aos seus olhos, o trabalho do técnico Marcelo Chamusca merece um voto de confiança. O calendário atribulado é visto como um empecilho para o Alvinegro evoluir.

- O Chamusca tem uma entrega muito grande no dia a dia. A gente vê qualidade no trabalho quando se tem tempo para treinar no campo. Os jogadores que estão chegando precisam de tempo de adaptação, condicionamento físico. Os atletas não tiveram pausa e outros estavam inativos há algum tempo. Eles não se conhecem. É natural que tenha esse entendimento aos poucos - afirmou.

O dirigente desabafou sobre as frustrações na Copa do Brasil e no Campeonato Carioca. Contudo, ressaltou qual é o grande objetivo do Botafogo no ano.

- Estamos muito inconformados com os resultados até o momento. Falamos desde o início que o trabalho era de médio e longo prazo, mas o Botafogo exige resultados. Nosso grande objetivo é a Série B e o acesso, e para isso estamos trabalhando - disse.

Eduardo Freeland também falou sobre o desafio de fazer o planejamento do futebol em meio a problemas financeiros.

- O Botafogo não pode se dar ao luxo de fazer loucuras. Precisamos ser responsáveis financeiramente, porque isso vai dar longevidade ao Botafogo. Estamos em um processo muito denso de corte de custos, de uma grande revisão orçamentária - e, em seguida, destacou:

- Todos os esforços estão sendo feitos. Nos últimos dois meses, reduzimos em R$ 1,5 milhão mensal a folha de atletas, que terá mais cortes. Isso traz um fôlego financeiro para que os reforços possam vir - completou.

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