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Conca exalta carreira no Brasil: 'Sempre será o país do futebol'

19/09/2019 07h30

Dos dezoito anos de carreira, Darío Conca passou oito em gramados brasileiros. O argentino, que anunciou aposentadoria em abril, construiu no futebol verde e amarelo momentos que considera os mais marcantes da trajetória no esporte. Aos 35 anos e dedicado a projetos pessoais, o ex-jogador descarta qualquer indício da lendária rivalidade entre Brasil e Argentina na hora de analisar os marcos alcançados com a bola rolando. A passagem marcante pelo Fluminense, o início no país pelo Vasco e a despedida defendendo o Flamengo marcaram a carreira do meio-campista, que vê em seu país vizinho uma segunda casa, além de sua maior referência no mundo da bola.

- Ter tido a possibilidade de jogar no Brasil foi o ponto mais alto da minha carreira. É o país com mais Copas, com os melhores estádios do mundo, mesmo que não sejam os mais luxuosos são os melhores. Pela história, o Brasil sempre será o País do Futebol. Ter jogado em três grandes clubes do futebol brasileiro foi espetacular. Essa rivalidade existe e sempre vai existir, mas ela quem me ensinou que o futebol é assim. Eu hoje posso falar que esse é o meu segundo país, que amo muito - disse.

Mas se com o Brasil a história de Conca é repleta de alegrias, o ex-jogador não pode firmar os mesmos 100% quando o assunto é seu país natal. Mesmo com a carreira vitoriosa, o argentino não teve a oportunidade de defender a seleção de seu país e admite que o fato é um dos que o entristece no futebol.

- A ausência na Seleção acontece. Não tinha lugar para todo mundo. Naquele momento, a Argentina não costumava chamar quem jogava no Brasil. Eu, com certeza, tinha esperança de um dia ser convocado, me entreguei 100% para isso. Em 2010 eu imaginava que se estivesse bem poderia ter uma chance, não tive, mas não por falta de profissionalismo. Foi uma escolha do treinador. Mas fico feliz de ter representado todos os clubes por onde passei da melhor forma possível - revelou.

No Brasil, Conca foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2010, ano em que foi campeão com o Fluminense. Sete anos depois, o argentino conquistou o Campeonato Carioca com o Flamengo.

Confira a entrevista de Conca ao Lance!:

Como você define sua trajetória no futebol brasileiro?

Ter tido a possibilidade de jogar no Brasil foi o ponto mais alto da minha carreira. É o país com mais Copas, com os melhores estádios do mundo, mesmo que não sejam os mais luxuosos são os melhores. Pela história, o Brasil sempre será o País do Futebol. Ter jogado em três grandes clubes do futebol brasileiro foi espetacular.

A rivalidade "Brasil x Argentina" foi um fator que dificultou sua trajetória no país?

Essa rivalidade existe e sempre vai existir, mas ela quem me ensinou que o futebol é assim. Nunca me senti tratado diferente por isso e, se senti, foi pelo meu bem. As pessoas me ajudavam mais, me protegiam. Eu hoje posso falar que esse é o meu segundo país, que amo muito

Quais foram os pontos altos e baixos nesses dezoito anos de futebol?

O ponto mais alto da minha carreira foi em 2010. Ter sido eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro foi o lugar mais alto que eu poderia ter chegado. De outro lado, a parte negativa foi no Rosário Central. Cheguei bem, estava bem, mas não joguei, não tive espaço para jogar. Considero esse o ponto baixo pelo sentido de estar bem e, mesmo assim, não atuar.

Ter defendido três clubes rivais foi um problema na sua relação com as torcidas?

Eu nunca tive problemas com as torcidas, mesmo com a situação de me transferir para um rival. Obviamente muitas pessoas podem ter ficados chateadas, peço até desculpas, mas sempre tive muito respeito com todos. Tenho um carinho especial pelo torcedor brasileiro e, principalmente, pela torcida do Fluminense pelo tempo que fiquei e o que consegui conquistar. Sou grato a todos.

Não ter defendido a Seleção Argentina foi o que faltou para coroar a carreira?

A ausência na Seleção acontece. Não tinha lugar para todo mundo. Naquele momento, a Argentina não costumava chamar quem jogava no Brasil. Eu, com certeza, tinha esperança de um dia ser convocado, me entreguei 100% para isso. Em 2010 eu imaginava que se estivesse bem poderia ter uma chance, não tive, mas não por falta de profissionalismo. Foi uma escolha do treinador. Mas fico feliz de ter representado todos os clubes por onde passei da melhor forma possível

Qual motivo te levou a decidir encerrar sua carreira neste ano?

Decidi parar a partir do momento que não me senti mais 100% feliz. O futebol me deu muitas alegrias e a forma que eu teria que encerrar era desse jeito. Quando me senti 99% eu percebi que era a hora. Não seria justo depois de tudo que o futebol me deu.

Você se sente realizado com o que construiu no futebol?

Defino minha carreira no futebol como brilhante por ter conquistado um espaço muito importante. Superei dificuldades, alcancei o objetivo da minha vida e realizei o meu sonho e de toda minha família. Hoje, o que mais quero é devolver ao futebol tudo aquilo que ele me deu.

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