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Conselho do Corinthians deve ter que adiar votação e pode usar drive-thru

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

07/04/2021 08h00

O Conselho Deliberativo do Corinthians não deve mais se reunir no próximo dia 13, terça-feira da semana que vem, como está programado.

As restrições impostas pelo Governo do Estado de São Paulo devido ao combate à pandemia do coronavírus deve impedir que o encontro aconteça de maneira presencial.

Sendo assim, a votação das contas do clube referentes aos anos de 2019 e 2020, além da previsão orçamentária de 2021, novamente serão postergadas.

A mesa diretiva do conselho corintiano vai aguardar apenas a manifestação oficial do governador João Dória, que deve acontecer ainda nesta quarta-feira, para confirmar o adiamento.

A Gazeta Esportiva apurou também que Alexandre Husni, atual presidente do Conselho Deliberativo, avisou alguns membros do órgão, de maneira taxativa, que não deixará de cumprir o estatuto do clube. O artigo 82 manda julgar as contas anuais até o final do mês de abril.

Por isso, já há um estudo em andamento sobre duas alternativas. A primeira e mais provável é a realização das votações por meio de um drive-thru no Parque São Jorge, onde os eleitores depositariam seus votos em urnas e deixariam o local em seguida.

A utilização de uma plataforma online é outra opção, mas a dificuldade que poderia ser gerada, principalmente, aos conselheiros mais antigos faz com que a rejeição sobre essa hipótese seja considerável.

De qualquer forma, a promessa nos bastidores é de que as votações das contas, diferente do que se viu na última temporada, não deixarão de acontecer dentro do prazo.

O que dizem os balanços

O balanço financeiro corintiano de 2019 fechou com um déficit de R$ 195,4 milhões, enquanto o balanço de 2020 foi concluído com déficit de R$ 123,3 milhões. A dívida do clube saltou de R$ 665 milhões para R$ 982,8 milhões no período que teve Andrés Sanchez como presidente do clube.

O balanço de 2019 será votado com sugestão de reprovação pelos Conselhos de Orientação e Fiscal. Os mesmos grupos, com novas formações após as eleições, sugeriram aprovação do balanço referente a 2020.

Consequências

Caso pelo menos um dos balanços tenha as contas reprovadas, Andrés Sanchez pode passar por um processo interno, algo que dificilmente os grupos oposicionistas abririam mão.

Os reflexos ao ex-mandatário vão desde 10 anos de inelegibilidade, como prevê o artigo 106 do estatuto, até eventuais ações judiciais, que transcenderiam a esfera do clube.

Internamente, Andrés dependeria de decisões do Conselho Deliberativo e, posteriormente, da Comissão de Ética e Disciplina (CED), que atualmente é presidida por André Luiz de Oliveira, o André Negão, amigo pessoal de Andrés de longa data.

André Negão, como vice-presidente do Conselho Deliberativo, cumpre mandado no CED por força do estatuto.

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