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Castro admite atuação ruim do Botafogo: 'nunca fomos uma equipe estável'

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/06/2022 22h28

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A derrota por 3 a 0 para o América-MG hoje, na partida de ida das oitavas da Copa do Brasil, trouxe de volta as turbulências do Botafogo. O Glorioso havia embalado duas vitórias seguidas, contra São Paulo e Inter, mas o bom momento durou pouco e o time chegou ao segundo revés em sequência — o sexto nos últimos oito compromissos — com o tropeço no Independência.

"Aquilo que tinha vindo a acontecer ao time no controle do jogo aéreo veio a ruir por completo hoje. O adversário colocava-nos em dificuldade quando ia à área e cruzava. Nunca fomos uma equipe estável. Começamos mal e cometemos um erro logo na saída de bola, levando a sucessão de erros. Penso que o time terá que mudar muito sua atitude competitiva para reverter na segunda partida. Não competimos hoje. Deixamos o América ficar por cima do jogo. Poderíamos virar em termos táticos, mas em competitividade nunca conseguimos. Eles foram melhores ao longo de todo o jogo. Poderíamos ter feito dois gols com as bolas do Matheus, que foram na trave. O adversário também teve situações para chegar a gol. Nos colocou em dificuldades", declarou o técnico Luís Castro.

Para avançar no torneio, o Alvinegro precisa vencer por quatro ou mais gols de diferença na volta, que acontece no dia 14, às 21h, no Nilton Santos. Se ganhar por três, leva a decisão da vaga para os pênaltis.

"O único momento que tive calma foi antes da saída de bola, o jogo estava é calmo demais para nós. Queria uma equipe mais competitiva. A equipe esteve com desconfiança, em caos. Todos são seres humanos e existem noites não tão boas. Hoje não foi nada do que esperávamos no jogo. Nada. Sabíamos que o América era muito competitivo e pensei que o time estava sentindo o que a partida precisa. Agora, estamos em muitas dificuldades", emendou.

Mais uma vez, o comandante fez questão de apontar a necessidade de contratações na equipe de General Severiano. Além disso, Castro também lamentou as ausências (Víctor Cuesta, Oyama, Erison, Lucas Piazon, Victor Sá, Carlinhos, Gustavo Sauer e Rafael).que teve para o jogo de hoje.

"Todos nós estamos de acordo que precisamos de reforços, nem que seja só ter todos os atletas à disposição. Jogamos com o time do ano passado, da Série B, com o Sampaio e o Patrick de Paula. Claro que, em uma Série A, necessitamos de reforços para competir melhor, ter mais qualidade. Muitos dos que estão fora precisam regressar. Nós somos fortes quando estamos todos juntos, mas diminuímos nossa capacidade quando falta algum de nós", reforçou.

Por fim, o treinador minimizou o fato de o Bota sair atrás do placar constantemente. Castro preferiu apontar que o time não entendeu o que ele tentou passar.

"O mais importante não é sair na frente ou atrás e sim avaliar os resultados, que mostram alguma inconstância. Tivemos muitas dificuldades contra o Fluminense e aconteceu o mesmo hoje. Essa irregularidade é fruto da instabilidade, da entrada e saída de jogadores da equipe. Os adversários têm conseguido sair à frente, mas também estamos tendo capacidade de reverter os resultados. Hoje, claramente, o Botafogo não soube e não competiu. Alguma coisa não passou na minha comunicação, irei fazer essa avaliação", complementou.

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