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Contrato de 'El Turco' vai na contramão de antecessores no Atlético-MG

Antonio Mohamed, técnico argentino, fechou por um ano com o Galo  - Amilcar Orfali/Getty Images
Antonio Mohamed, técnico argentino, fechou por um ano com o Galo Imagem: Amilcar Orfali/Getty Images

Lohanna Lima

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte, MG

16/01/2022 04h00

Anunciado como novo treinador do Atlético-MG na última quinta-feira (12), 'El Turco' Mohamed assinou contrato para dirigir o clube até dezembro deste ano, com opção de renovação. O tempo de vínculo firmado com o argentino, no entanto, foi na contramão do que o clube vinha fazendo nos últimos anos.

Os três antecessores de Mohamed - Rafael Dudamel, Jorge Sampaoli e Cuca - assinaram vínculos por dois anos, visando um projeto a longo prazo. Porém, nenhum deles cumpriu o vínculo até o final: dois por decisões pessoais e um por decisão da diretoria alvinegra.

O diretor de futebol do Atlético, Rodrigo Caetano, explicou que o fato de 'El Turco' chegar ao Galo com um contrato de um ano nada tem a ver com um declínio em relação ao projeto a longo prazo que o clube enfatiza, mas sim por essas experiências recentes em rompimento de contratos.

"Nós optamos por isso, inclusive tem cláusulas de renovação. É justamente sobre experiências que tivemos, vale para o Cuca, para o próprio Diego Costa. Acho que quando vem de fora, esse período de adaptação é necessário. O que a gente espera é que tenha continuidade, mas entre você garantir uma continuidade que talvez você não possa cumpri-la, é preferível estabelecer o que você pode cumprir. Foi esse o entendimento de todas as partes. É sempre melhor discutir uma renovação do que um rompimento".

Dudamel

No início de 2020, Rafael Dudamel desembarcou em Belo Horizonte com um contrato que ia até o fim de 2021, mas sua passagem não durou mais que dois meses. Após dez jogos e duas eliminações em sequência - Copa Sul-Americana e Copa do Brasil, o treinador deixou o Galo por decisão da diretoria alvinegra. A curta passagem gerou ação do treinador venezuelano na Fifa, que terminou em um acordo entre as partes em torno de R$ 3 milhões.

Sampaoli

Para substituir Dudamel, o Atlético foi atrás de Jorge Sampaoli. O argentino era a primeira opção do Galo já no início daquele ano, mas a negativa do treinador fez com que o clube optasse pelo venezuelano. Sampaoli chegou em março de 2020 também com um contrato de dois anos que não foi cumprido por decisão do treinador.

Em fevereiro do ano passado, após o fim da temporada, o argentino preferiu seguir para o Olympique de Marseille, da França, após conquistar o terceiro lugar do Campeonato Brasileiro com o alvinegro. O clube tentou convencer Sampaoli a ficar, mas sem sucesso. Para sair, ele teve que pagar multa rescisória ao clube.

Cuca

A saída de Sampaolli fez com que o Atlético fosse ao mercado em busca de um treinador que mantivesse o nível da equipe que havia brigado pelo título em boa parte da disputa. Tentou Renato Gaúcho, mas fechou com Cuca, também por dois anos.

O treinador foi campeão Estadual, da Copa do Brasil e do Brasileiro, mas pegou a todos de surpresa quando pediu desligamento do Atlético por questões pessoais. Ao contrário de Sampaoli, Cuca fez um acordo e não precisou pagar multa pela quebra ao se comprometer que não assinaria com outro clube em 2022.

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