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Corinthians deve ter receita líquida de R$ 5,6 mi com retorno do público

Vista geral da Neo Química Arena antes do clássico entre Corinthians e Palmeiras, pelo Brasileiro 2021 - Ettore Chiereguini/Ettore Chiereguini/AGIF
Vista geral da Neo Química Arena antes do clássico entre Corinthians e Palmeiras, pelo Brasileiro 2021 Imagem: Ettore Chiereguini/Ettore Chiereguini/AGIF

Ricardo Perrone e Yago Rudá

Do UOL, em São Paulo

29/09/2021 04h00

Depois de quase 20 meses sem poder receber torcedores na Neo Química Arena, o Corinthians se prepara para o retorno do público nas arquibancadas de seu estádio. O clube diz possuir um acordo de renegociação apalavrado com a Caixa Econômica Federal que lhe garante embolsar 100% da arrecadação de bilheteria. Levando em conta a média dos últimos anos, a tendência é de que o Alvinegro arrecade, no mínimo, R$ 5,6 milhões com os oito jogos que serão disputados em Itaquera pelo Brasileirão.

Nas campanhas do Campeonato Brasileiro de 2018 e 2019, o Corinthians teve uma receita líquida média de R$ 917.026,03 por partida. Considerando as restrições de capacidade impostas pelo Governo do Estado de São Paulo e supondo que a diretoria adote valores parecidos nos ingressos desta temporada, a receita do Alvinegro com bilheteria na reta final da Série A deve ficar na casa dos R$ 5,6 milhões.

A cúpula corintiana ainda não definiu como fará e quais serão os preços dos ingressos nos jogos com limitação de público. As partidas contra Bahia e Fluminense terão apenas 30% da capacidade total da Neo Química Arena. Contra a Chapecoense, o clube poderá ocupar metade das cadeiras de seu estádio. Por fim, diante de Fortaleza, Cuiabá, Santos, Athletico-PR e Grêmio não haverá nenhuma restrição do poder público.

A entrada do dinheiro vinda da bilheteria é aguardada com enorme ansiedade pela diretoria. Endividado e precisando pagar o empréstimo para a construção da Neo Química Arena, o Corinthians diz ter costurado, no ano passado, um acordo de renegociação com a Caixa Econômica Federal para pagar uma única parcela anual, com o primeiro depósito em novembro de 2022, entre R$ 37 milhões e R$ 39 milhões.

Em contrapartida, o dinheiro da bilheteria ficaria sob responsabilidade do clube, que não mais teria a obrigatoriedade de depositá-lo em uma conta destinada ao pagamento do empréstimo. Ainda não há uma previsão do início da validade do novo contrato com a instituição financeira, mas pessoas envolvidas na negociação e ouvidas pela reportagem informaram que apenas questões burocráticas impedem a assinatura. Assim que a pendência for resolvida, a arrecadação da bilheteria vai direto para os cofres do Corinthians.

Por causa deste contexto, o clube recebeu com enorme satisfação a decisão de retorno do público na Série A. A diretoria trabalha para conseguir novas formas de arrecadação de dinheiro e conta com a renda de bilheteria para consertar as finanças e formar um time competitivo nos próximos anos.

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