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Mauro Cezar: Derrota do Flamengo para o Grêmio vai 90% na conta do Renato

Do UOL, em São Paulo

20/09/2021 14h24

Classificação e Jogos

O Flamengo perdeu a oportunidade de evitar o distanciamento do Atlético-MG na liderança do Campeonato Brasileiro ao ser derrotado pelo Grêmio por 1 a 0, no Maracanã na noite de ontem (19), pela 21ª rodada, em jogo definido com gol de Miguel Borja de cabeça ainda no primeiro tempo.

No podcast Posse de Bola #162, Mauro Cezar Pereira afirma que a derrota do Flamengo pode ser colocada 90% na conta de Renato Gaúcho pela forma como o time se comportou depois que ele fez mudanças e sobrecarregou Andreas Pereira na criação. Outro aspecto apontado pelo jornalista é o fato de mais uma vez o time se sair mal às vésperas de jogo pelo mata-mata da Libertadores.

"O que o Renato fez foi absolutamente inexplicável e indesculpável. Primeiro, pela maneira como o time se comporta nesses jogos pré-Libertadores, contra o Inter também foi antes do jogo com o Olimpia, o time não joga com a intensidade e com o empenho, isso não é uma justificativa, é uma crítica, parece que o time e a sua comissão técnica não estão muito preocupados, o Brasileiro é secundário, por conta dos mata-mata, que, aliás, é o perfil do Renato, mas na época do Grêmio havia um acordo entre ele e o clube", diz Mauro.

"O Flamengo de novo ontem jogou mal, contra o Ceará ele fez substituições estapafúrdias no final, o time terminou todo remendado, e ontem o time do Flamengo no segundo tempo, após as mudanças, era o seguinte: Isla, Rodrigo Caio, Léo Pereira, aliás, muito mal, e Renê, com o Diego Alves no gol. O meio-campo era Arão e Andreas Pereira só, e o Arão veio buscar o jogo no meio dos zagueiros, então o Andreas ficava completamente isolado em meio aos jogadores do Grêmio, tendo que organizar o time", completa.

Mauro destaca que o Flamengo sob o comando de Renato conseguiu incorporar coisas positivas no jogo, mas também abriu mão de características e passou a ter dificuldades em jogos nos quais está em desvantagem no placar, o que pode ser preocupante para outos jogos na temporada.

"Está sempre no fio da navalha em muitos momentos, correndo perigo e ontem foi um desastre, vai 90% na conta do Renato, o Renato tem que refletir e a única chance de o Flamengo mudar isso, acho eu, é se ele conversar com os jogadores mais experientes e os jogadores mostrarem para ele que desse jeito não vai. O Flamengo abriu mão das suas melhores características em troca de uma nova característica legal, que é saber jogar na velocidade com espaço, mas ele nem sempre vai aparecer", diz Mauro.

"Ontem foi 90% na conta do Renato, a imagem dele com o seu auxiliar Alexandre à beira do campo com aquela prancheta estilo Joel Santana foi o retrato do Flamengo, antigo, ultrapassado, jogando nada e um material humano muito mal aproveitado", completa.

Borja merece elogios pela atuação contra o Flamengo

Se o time rubro-negro não se saiu bem no jogo, por outro lado, o jornalista destaca os méritos do Grêmio na sua estratégia e a atuação do centroavante colombiano Miguel Borja, que fez o gol da vitória gremista e, apesar de desperdiçar um pênalti já nos minutos finais, defendido por Diego Alves, conseguiu levar perigo e incomodou os jogadores do Flamengo com provocações.

"Foi uma coisa medonha, nada disso tira o mérito do Grêmio, que em uma situação difícil montou a sua estratégia e venceu o jogo. E o Borja merece muitos elogios, porque o Borja ficou na pilha ali com o Rodrigo Caio, que já vem de outros jogos e com o Diego Alves, mas foi decisivo. Perdeu um pênalti no final que não pesou e isso faz parte também", diz Mauro.

"Borja foi muito bem porque encarou a briga, encarou sozinho muitas vezes e decidiu o jogo em cima da famosa marcação individual do Renato Gaúcho, que estava ontem realmente na Portaluppilândia realmente na coletiva, falando coisas totalmente sem sentido, totalmente estapafúrdias e se for assim, vai ficar muito complicado, porque é muito provável que o Flamengo passe por isso mais vezes, tomar um gol e o adversário se fechar", conclui.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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