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Rescisão de Dani Alves é mais uma frustração entre reforços de peso do SPFC

Daniel Alves lamenta durante Palmeiras x São Paulo pela Libertadores - VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
Daniel Alves lamenta durante Palmeiras x São Paulo pela Libertadores Imagem: VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

Eder Traskini

Do UOL, em Santos (SP)

17/09/2021 04h00

De maneira muito diferente do que o São Paulo esperava, chegou ao fim ontem (16) a passagem do lateral Daniel Alves pelo Morumbi. O jogador da seleção brasileira é mais uma das contratações bombásticas do Tricolor paulista a passarem longe do estrondoso sucesso esperado no dia da apresentação.

Contratado com salário exorbitante para os padrões do futebol brasileiro, Dani Alves conquistou um título paulista com o Tricolor nesta temporada, mas deixou o clube pela porta dos fundos com diversas polêmicas, rescisão de contrato e uma dívida na casa dos R$ 18 milhões que o São Paulo acordou pagar pelos próximos cinco anos a começar em 2022. É um roteiro que já se tornou comum no Morumbi.

Em março de 2019, o São Paulo fez um esforço grande para vencer a disputa com rivais e anunciar a volta do atacante Alexandre Pato. Muita expectativa foi criada em cima do jogador que voltava da China e já tinha brilhado pelo clube, mas o atacante sequer cumpriu metade do período previsto em contrato.

Quase um ano e meio depois, em agosto de 2020, São Paulo e Alexandre Pato chegaram a um acordo para rescindir o vínculo que era válido até o final de 2022. Com o atacante, houve desgaste tanto em campo quanto nos bastidores, com atrasos salariais, pesando para a decisão pela ruptura. Parece similar?

Numa relação diferente, mas com desfecho parecido, Hernanes foi outra decepção após tamanha expectativa colocada no retorno do "Profeta", que também estava na China. O São Paulo pagou 3 milhões de euros no fim de 2018 e assinou com o meia até o fim de 2021.

Ao contrário do que havia feito em 2017, quando foi uma figura fundamental para livrar o time do rebaixamento, essa terceira passagem foi bastante apagada. Hernanes teve dificuldade para sair do banco e também disse adeus ao clube em julho, cinco antes do fim do contrato. A diferença é que, até o fim, o jogador causou boa impressão pelo profissionalismo e pela influência positiva no dia a dia com os jogadores mais jovens.

Outros jogadores de menos expressão também tiveram os vínculos rescindidos recentemente sem cumprir o prazo estipulado em contrato. O atacante Bruno Rodrigues —uma contratação já da atual gestão são-paulina, por empréstimo— e o lateral Júnior Tavares, ambos nesta temporada, foram dois deles.

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