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Julio Gomes: Pênalti para a Inglaterra não foi um lance tão escandaloso

Do UOL, em São Paulo

08/07/2021 13h09

Classificação e Jogos

A Inglaterra garantiu a classificação para a final da Eurocopa para enfrentar a Itália após bater a Dinamarca na prorrogação, em um jogo que foi marcado por reclamações a respeito do pênalti assinalado para a equipe inglesa após jogada ofensiva de Sterling. Pênalti este que acabou sendo decisivo, já que Harry Kane aproveitou o rebote do goleiro Schmeichel para marcar.

Em sua participação no programa UOL News Esporte, com Domitila Becker, Julio Gomes afirma que a classificação inglesa foi merecida pelo que a equipe comandada pelo técnico Southgate fez na partida e também na Eurocopa, além de ressaltar que o pênalti tão reclamado não era uma jogada para revisão do VAR.

"Sobre o pênalti em si, eu tenho batido muito nessa tecla há muito tempo, esse não é um lance de VAR. Muita gente fica querendo que o VAR atenda os nossos desejos, o VAR não serve para jogo de futebol ser reinterpretado. Quem assiste jogo no Brasil fica muito confuso, porque cada juiz faz de um jeito, o VAR é intervencionista, está o tempo inteiro querendo intervir e a gente criticando inclusive por isso. Mas no futebol europeu, não existe VAR para esse lance, nem na Eurocopa, nem na Champions League e nem nos campeonatos nacionais", afirma Julio.

"Esse é um lance de campo que o juiz viu, interpretou que houve o toque, deu o pênalti e ponto final, o VAR não tem que chamar o juiz para 'olha, vem ver se você tem certeza', isso não existe, só existe no Brasil. Agora, o lance, eu assistindo ao vivo e no primeiro replay eu achei que foi pênalti, depois, realmente, quanto mais você assiste, mais você acha que o toque foi muito leve ou que nem houve toque algum, mas isso é um lance de interpretação, eu acho que não foi um lance tão escandaloso para esse nível de "Eurocopa comprada pelos ingleses'. Acho que não foi um lance para tanto", completa.

O jornalista afirma que chegaram à final da Euro as duas seleções que foram as melhores da competição e que também são as melhores europeias no ciclo após a Copa do Mundo de 2018.

"São duas justíssimas finalistas, são as duas melhores seleções europeias do momento, do torneio e do ciclo desde a Copa do Mundo. A França pode, no papel, ser uma seleção melhor do que ambas, mas eu acho que o ciclo da Itália e o ciclo da Inglaterra pós-Copa do Mundo da Rússia faz com que elas justamente cheguem à final", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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