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Do que o São Paulo precisa para sair da má fase? Colunistas opinam

São Paulo de Hernán Crespo ainda não venceu no Brasileirão: quatro derrotas e cinco empates - Fernanda Luz/AGIF
São Paulo de Hernán Crespo ainda não venceu no Brasileirão: quatro derrotas e cinco empates Imagem: Fernanda Luz/AGIF

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

05/07/2021 12h22

Resumo da notícia

  • Colunistas do UOL Esporte dizem do que o São Paulo precisa para sair da má fase
  • Menon: "Deve privilegiar a luta contra o momento ruim. Escalar os melhores"
  • "São Paulo emendou temporadas e arrebentou seu elenco fisicamente", analisa Marcel
  • "Acho que é mais um problema psicológico que técnico", avalia Rodolfo Rodrigues

O São Paulo continua sem vencer no Campeonato Brasileiro de 2021. Na noite de ontem (4), o time comandado por Hernan Crespo foi derrotado pelo líder Red Bull Bragantino por 2 a 1, no Morumbi, e assim continua figurando na zona de rebaixamento - com cinco pontos em nove jogos.

Do que o São Paulo precisa para sair da má fase? Fizemos essa pergunta aos colunistas do UOL Esporte. Confira as respostas:

Primeiro a recuperação nos resultados para adquirir um mínimo de confiança para evoluir no desempenho. Mas, à distância, a impressão é de que problemas internos, administrativos e financeiros, estão impactando diretamente no campo. É um cenário bastante complexo.
ANDRÉ ROCHA

O São Paulo não tem time para cair e vai conseguir se recuperar assim que a primeira vitória vier. É questão de tempo para a confiança voltar. Ao mesmo tempo, uma arrancada para a busca do título começa a se tornar pouco provável.
DANILO LAVIERI

São Paulo emendou as temporadas e arrebentou seu elenco fisicamente. Serviu para ganhar o Paulista e sair da fila, mas seria impossível não impactar o restante da temporada 2021. Problema é que as lesões e problemas físicos chegaram mais cedo do que se imaginava. Em um elenco que já não é excepcional, perder qualquer jogador faz muita falta. Comissão técnica precisa recuperar fisicamente seus atletas, talvez com um rodízio. Mas e a Libertadores, que tem oitavas em cima? Pois é, Crespo não terá paz.
MARCEL RIZZO

O São Paulo fez certo em privilegiar o Brasileiro. Talvez tenha errado na dose do remédio, talvez devesse ter revezado mais jogadores, mas o diagnóstico estava correto. Agora, deve privilegiar a luta contra o momento ruim. Escalar os melhores. A Libertadores passa a ser secundária.
MENON

A situação do São Paulo ainda não é desesperadora, mas é nítido que o elenco se acomodou após o título do Paulistão. Agora, é preciso união, dar um passo de cada vez na busca pela reabilitação e, principalmente, voltar a jogar com o apetite apresentado no Estadual.
MILTON NEVES

O primeiro passo é reconhecer que a situação não é normal, é grave. A ameaça de rebaixamento tem que ser encarada como real. A partir daí, cabe à direção cobrar e dar suporte para a comissão técnica. Muricy Ramalho é peça fundamental nesse processo por conta de seu conhecimento técnico e de vestiário.
PERRONE

O elenco do São Paulo precisa resgatar sua confiança. O time é bom, mostrou isso no Paulistão em na Libertadores, e tem boas opções em todos os setores. Acho que é mais um problema psicológico que técnico. O problema é que o time tem uma sequência de jogos complicada, com uma decisão nas oitavas da Libertadores pela frente. Uma eliminação diante do Racing-ARG pode piorar ainda mais a situação e Crespo e a diretoria vão precisar agir.
RODOLFO RODRIGUES

Creio que precisa ter equilíbrio na avaliação de que o que ocorre com o time hoje é resultado de uma escolha feita na reta final do Estadual e no início da temporada. Há um trabalho sendo feito e ele não pode simplesmente ser jogado fora. Insistir na ideia, dar respaldo e confiança, e cobrar de forma inteligente internamente.
RODRIGO COUTINHO

O futebol promissor que o São Paulo praticava no Estadual tinha relação com uma alta intensidade, na marcação e na circulação de bola. Mas o esforço para ganhar o título foi tão forte que deixou a equipe depauperada, desgasta e com contusões. É preciso recuperar os jogadores e o ritmo anterior para voltar a jogar bem. Ou alterar a forma de jogar ao menos enquanto não tiver jogadores saudáveis.
RODRIGO MATTOS

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