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Fluminense ignora "azar" em sorteios e segue adiante em evolução com Roger

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

10/06/2021 04h00

Há questão de semanas, o Fluminense parecia o time mais azarado entre aqueles que estão na elite do futebol brasileiro. Afinal, o que dizer de sorteios que o colocaram no grupo do River Plate na Libertadores e também lhe puseram o Red Bull Bragantino à frente já pela terceira fase da Copa do Brasil?

Pois, em sua firme passada nesta temporada, o Tricolor mostrou competência para construir sua própria sorte, superando esses obstáculos —o segundo deles ontem (9), eliminando o emergente clube de Bragança Paulista.

O avanço à próxima fase, inclusive, fez com que a equipe das Laranjeiras quebrasse um tabu de seis anos: desde 2015, quando eliminou o Grêmio, não passava por um integrante da Primeira Divisão.

Já na Libertadores, passou na liderança do que chegou a ser apontado como "grupo da morte", que contava ainda com River Plate, da Argentina, Junior Barranquilla e Santa Fe, da Colômbia. Agora, nas oitavas, vai encarar o Cerro Porteño, do Paraguai.

Contratado para esta temporada, Roger divide os louros com quem veio anteriormente, como o caso do interino Marcão, e ressalta a força de vontade que o elenco tem demonstrado.

"Estamos felizes com a classificação, estamos vivos nas três competições. Começamos o Brasileiro com regularidade, passamos bem na Libertadores em um grupo considerado da morte, e nos classificamos para mais uma fase da Copa do Brasil. Parabéns aos atletas pelo trabalho. Alguns falam como os atletas se doam em campo e seria fruto do trabalho da comissão técnica. Não é. Quando cheguei aqui, já encontrei um grupo motivo para superar os obstáculos que aparecem", disse, após a derrota da noite de ontem (9).

O comandante acredita que o grupo ainda tem lastro para evoluir, mas mantém os pés no chão quanto a prognósticos para 2021. "É o início de um trabalho. O que falei aos atletas hoje [contra o Red Bull], ao entrar e campo, é que já tenham conhecimento do método da equipe para tomar as melhores decisões. E que há uma franca evolução no processo", afirmou.

"Agora, até onde vamos evoluir e se essa evolução vai nos dar capacidade de fazer um Brasileiro regular, se na Libertadores e Copa do Brasil chegando com força... Sei que tem bastante margem, mas vai haver também passos atrás e adiante. Estou entusiasmado com o começo, sobretudo pela compreensão dos atletas do que precisa ser feito", completou.

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