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Florentino Pérez segue em defesa da Superliga: 'É reformar ou morrer'

Presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, em assembleia do clube - Divulgação/Real Madrid
Presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, em assembleia do clube Imagem: Divulgação/Real Madrid

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/04/2021 16h08

Em recente entrevista para o 'L'Equipe', Florentino Pérez voltou a defender a existência da Superliga Europeia. Mesmo diante da desistência da maioria dos envolvidos, o presidente do Real Madrid enfatizou que o projeto apresenta uma mudança para evitar a 'morte do futebol'.

"Não somos contra o futebol, queremos salvá-lo. Se nada fizermos, em 2024 estaremos todos mortos. A equação hoje é reformar ou morrer, e o presidente da Uefa prefere morrer", disse ele.

Ainda no assunto, Florentino citou a pandemia de coronavírus como um dos principais fatores para o surgimento da proposta.

"A pandemia está a destruir os clubes. Com esta proposta, o objetivo é salvar o futebol. Alguns dizem que os ricos querem ser ainda mais ricos e deixar os pobres mais pobres. Mas é exatamente o oposto. Ao gerar mais receita, podemos ser mais solidários", pontuou.

Críticas à Uefa:

Na mesma entrevista, Pérez voltou a tecer críticas à Uefa e disse que a Superliga poderia beneficiar mais os clubes participantes justamente pelo valor envolvido no projeto.

"Atualmente, a Uefa distribui 100 milhões de euros através do mecanismo de solidariedade. Nós, desde o início, teríamos mais de 400 milhões. Quando há mais dinheiro, podemos ser mais solidários", revelou Florentino, que completou:

"Com o seu monopólio, a Uefa não quer mudar nada porque tem os seus privilégios. O futebol vai morrendo aos poucos. Conosco, os clubes menores vão receber mais dinheiro."

O que é a Superliga?

O futebol europeu está em alta nos holofotes das mídias desde o último domingo. 12 dos mais tradicionais clubes da Europa anunciaram a criação da Superliga. O torneio surge com a intenção de substituir a Liga dos Campeões e travou uma guerra contra a Uefa e outras autoridades do esporte.

Administrada por Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madri, Milan, Juventus, Inter de Milão, Chelsea, Tottenham, Arsenal, Manchester United, Manchester City e Liverpool, a novidade pode alterar toda a estrutura vigente no futebol mundial.

Horas depois da criação, o torneio teve a desistência dos seis ingleses, seguida da desistência dos italianos e do Atlético de Madri. Por enquanto, o Barcelona e Real Madrid seguem no projeto, que está suspenso para maiores ajustes no seu formato.

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