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'Levo numa boa, não vejo muita graça', diz Thiago Neves sobre 'Fala, Zezé'

Thiago Neves em ação com a camisa do Sport -                                 ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Thiago Neves em ação com a camisa do Sport Imagem: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM

Do UOL, em São Pauo

06/04/2021 19h23

Não há quem não se recorde do áudio de Thiago Neves para o então dirigente do Cruzeiro, Zezé Perrella, cobrando salários atrasados antes da partida dos mineiros contra o CSA, no Brasileirão 2019. O clube vivia um momento conturbado que culminou na queda para a Série B, e o meia virou piada - que resiste até hoje - com a mensagem enviada ao então diretor. Dois anos depois, ele diz que não se incomoda, apesar de não ver 'muita graça'.

"Eu levo na boa. Não vejo muita graça, dou risada em algumas coisas. Foi uma bobeira, acho que é mais os atleticanos zoando pela forma que foi, e pelo Cruzeiro ter caído, do que os próprios cruzeirenses", disse, em entrevista ao canal 'Pilhado' no Youtube.

O "Fala Zezé, bom dia cara", marcou. Na mensagem, Thiago Neves pedia para que o clube pagasse aos jogadores uma quantia que faltava para completar os salários antes da partida. Ele diz não saber como a mensagem foi divulgada. Em campo, a Raposa foi derrotada pelo time de Alagoas por 1 a 0, com um pênalti perdido pelo meia.

"Como vazou, eu não sei. Aí eu te pergunto o que eu ganharia vazando o áudio. Eu não mandei o áudio para o meu empresário ou minha mulher, pessoas que eu mais confio, não mandei para ninguém. Por que eu vazaria um áudio de cobrança? Não tem porquê, eu perguntei isso para o Zezé e ele não soube me responder", afirmou.

Thiago esclareceu que as conversas sobre os salários eram corriqueiras entre os líderes do elenco e os dirigentes do clube, e que esse não teria sido "nem o primeiro nem o segundo" áudio.

"O que a gente ficava chateado é que pagavam 30% para os funcionários do clube que ganhavam R$ 1 mil, R$ 2 mil. Pô, dos funcionários? É pouca coisa. Para os funcionários que arrumam o campo, cuidavam da Toca [da Raposa], R$ 100, R$ 200, faz falta. Eles davam data, 'ah na segunda paga', e não pagava. Não pagou na segunda, 'pago na quinta', não pagava também. Foram perdendo a credibilidade. Eles começaram a pagar 30, 40% do salário. Atrasava, e eu comecei a cobrar. Era direto essa cobrança. Mas aquele áudio, logo depois que eu perdi o pênalti, falando do CSA, foi de maldade, não escapou. Vazou às 2h do dia do jogo, que foi às 21h. Não tem explicação", relembrou.

No Sport, o jogador também enfrenta uma fase delicada. Depois de se salvar da queda para a Série B do Brasileirão na última rodada do campeonato, o time foi eliminado na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste.

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