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São Paulo vê Miguel Ramírez, Ceni e Mancini como opções após saída de Diniz

Miguel Angel Ramirez, ex-técnico do Independiente del Valle, é uma das opções do São Paulo no mercado da bola - Silvia Izquierdo-Pool/Getty Images
Miguel Angel Ramirez, ex-técnico do Independiente del Valle, é uma das opções do São Paulo no mercado da bola Imagem: Silvia Izquierdo-Pool/Getty Images

Pedro Lopes e Thiago Fernandes

Do UOL, em São Paulo

01/02/2021 16h32Atualizada em 01/02/2021 21h34

O São Paulo tem alguns nomes definidos para ocupar a vaga de Fernando Diniz, demitido na tarde de hoje (1º) depois de reunião com o presidente Julio Casares e outros membros do departamento de futebol no CT da Barra Funda. Miguel Ángel Ramírez, Rogério Ceni e Vagner Mancini são três dos prediletos do atual departamento de futebol. O problema é que todos têm compromissos neste momento. Outros técnicos estrangeiros são avaliados internamente.

O espanhol Ramírez, que deixou o Independiente Del Valle em dezembro passado, é o preferido. Contudo, ele tem um acordo verbal com o Internacional. Não houve assinatura de documento, mas a sua contratação foi apalavrada com o presidente colorado, Alessandro Barcellos. O bom trabalho de Abel Braga é o que pode mudar a situação do negócio envolvendo a ida do europeu ao Beira-Rio.

O UOL Esporte antecipou que houve conversas de Julio Casares com o estafe de Ramírez ainda em agosto de 2020. À época, o então candidato à presidência do São Paulo chegou a sinalizar com a sua intenção de contratá-lo em caso de vitória na eleição, ocorrida em dezembro do ano passado. Os paulistas monitoram a situação do estrangeiro nos bastidores e tentarão contratá-lo, mesmo com o acordo verbal feito com o Inter.

Rogério Ceni, hoje no Flamengo, está na mira do São Paulo - Andre Borges/AGIF - Andre Borges/AGIF
Rogério Ceni, hoje no Flamengo, está na mira do São Paulo
Imagem: Andre Borges/AGIF

Rogério Ceni é outro nome que agrada a Julio Casares. Ainda contestado no Flamengo, o técnico é visto como um dos nomes ideais pela diretoria por dois motivos. O ex-goleiro é visto como um nome forte da nova geração de treinadores nos bastidores do Morumbi. O fato de ser ídolo do Tricolor paulista, time que defendeu por toda a carreira profissional e também que treinou em 2017, também pesa a favor.

Rui Costa já tentou contratar Rogério Ceni em outras oportunidades. Quando esteve à frente do Atlético-MG, em 2019, o executivo de futebol tentou levá-lo para a Cidade do Galo. Contudo, à época, o técnico preferiu seguir no Fortaleza.

O principal obstáculo para um acordo com Rogério Ceni é a situação no Flamengo. Recém-contratado e postulante ao título nacional, o técnico tem contrato até dezembro de 2021. Mesmo que a sua permanência para a temporada seguinte seja uma incógnita, a diretoria são-paulina tem pressa para definir quem será o novo comandante do plantel.

Vagner Mancini surge como uma alternativa nos bastidores. O técnico, que já trabalhou no departamento do futebol do clube em 2019 —primeiro como coordenador, depois como treinador interino— é visto por alguns membros da diretoria como uma possibilidade interessante. Seu nome, porém, não é uma unanimidade, há outras vozes que não aprovaram seu trabalho na temporada passada. Ele é mais um que tem a aceitação de Rui Costa, com quem trabalhou na Chapecoense e no Atlético-MG. O problema é que o treinador está empregado no Corinthians, com quem tem vínculo até dezembro de 2021.

A situação de Mancini é um pouco mais confortável que a dos demais. Ele não tem multa rescisória em seu compromisso com o Timão, o que permite uma troca de clube imediata. A situação, contudo, é tratada de forma cautelosa até no próprio Morumbi.

A diretoria ainda tem outros nomes no radar para avaliar, e boa parte dessa lista é composta por estrangeiros. Contudo, os mantém em sigilo a fim de evitar que haja um obstáculo nas tratativas com futuros alvos.

"A escolha de técnico é profissional, quem deve definir é a área. Inclusive com integração. Cabe aos profissionais discutirem o melhor técnico e que atenda o DNA do São Paulo, de competição, clube comprometido com resultado e vitória", afirmou o presidente Julio Casares, em coletiva horas depois do anúncio da demissão de Diniz. "Todos nós teremos metas, inclusive o técnico, terá de ter compromisso com resultado. A escolha virá do coordenador, o Muricy, do [diretor estatutário Carlos] Belmonte, do [diretor-executivo das divisões de base Marcos] Biasoto, do [gerente-executivo] Rui Costa que está chegando, e aí a decisão em cima de princípios, processos e procedimentos. Temos de mudar procedimentos. É o que dizia na campanha e é o que o 31º dia de gestão vamos fazer."

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