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Ex-governadora e outros nove são denunciados por desvio na Arena das Dunas

Esquema de corrupção desviou cerca de R$ 16 milhões da construção da Arena das Dunas, em Natal - Divulgação/Site Oficial
Esquema de corrupção desviou cerca de R$ 16 milhões da construção da Arena das Dunas, em Natal Imagem: Divulgação/Site Oficial

Do UOL, em São Paulo

09/12/2020 14h27

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou a ex-governadora do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini Rosado (atual prefeita de Mossoró), o marido dela, Carlos Rosado, o ex-presidente da Construtora OAS José Pinheiro Filho e outros sete acusados pelo esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 16 milhões da construção da Arena das Dunas para a Copa do Mundo de 2014, em Natal.

Segundo o MPF, o desvio de recursos foi comprovado por meio da Operação Mão na Bola, deflagrada em dezembro do ano passado. As investigações apontaram, entre 2011 e 2014, o pagamento de propina com valores do financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção da arena, por meio de pagamentos a empresas subcontratadas para prestação de serviços fictícios ou superfaturados.

Para o MPF, o objetivo das propinas foi assegurar o contrato de parceria público-privada da Arena das Dunas com os agentes públicos envolvidos e evitar greves de trabalhadores que pudessem comprometer a execução da obra junto ao sindicato local.

Os demais denunciados são: Demétrio Paulo Torres, então secretário extraordinário do Estado do Rio Grande do Norte para Assuntos Relativos à Copa do Mundo de 2014; Luciano Ribeiro da Silva, na época vice-presidente do Sindicato da Construção Civil Pesada do RN; Charles Maia Galvão, então presidente da Arena das Dunas Concessões e Eventos S/A e do Consórcio Arena Natal, empresas criadas pela OAS para gerenciamento da obra; além dos executivos da empreiteira Adriano de Andrade, Ramilton Machado Júnior, José Maria Linhares Neto e Matheus Coutinho Oliveira.

Eles irão responder por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e desvio de finalidade de financiamento. A denúncia será analisada pela 2ª Vara da Justiça Federal no RN.

Ainda de acordo com o MPF, o casal Rosalba e Carlos Rosado teve movimentação financeira superior aos rendimentos declarados e evolução patrimonial a descoberto de 2011 a 2014. Para fugir dos mecanismos de controle do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeira), eles fracionaram operações que somam mais de R$ 500 mil. Foi identificado também pagamento em espécie de dívidas superiores a R$ 400 mil.

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