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Juca: Xenofobia vai a ponto de Renato e Luxa falarem de Jesus após títulos

Do UOL, em São Paulo

12/08/2020 04h00

Jorge Jesus foi campeão brasileiro e da Libertadores com o Flamengo no ano passado, voltou a levantar troféus na atual temporada, mas optou por deixar o clube brasileiro para retornar ao Benfica. Mas os técnicos brasileiros Renato Portaluppi e Vanderlei Luxemburgo o citaram após vencerem em finais recentes nos Estaduais.

O treinador do Grêmio reclamou de uma ligação de Jesus para Everton Cebolinha antes da decisão do segundo turno do Campeonato Gaúcho, enquanto o treinador do Palmeiras, após o título paulista, questionou "temos que mudar agora porque o Jesus veio aqui e ganhou uma Libertadores?". No podcast Posse de Bola #46, Juca Kfouri vê xenofobia nas declarações dos treinadores brasileiros.

"A entrevista dada pelo Luxemburgo dizendo que o Jesus ganhou a Libertadores e não é por isso que o futebol brasileiro vai mudar, apenas porque ele ganhou uma Libertadores, é de uma mediocridade e de uma mesquinhez, porque o Jesus fez muito mais do que ganhar a Libertadores. Aliás, poderia ter perdido a Libertadores para o River Plate e, assim mesmo, teria dado uma sacudida no futebol brasileiro", diz Juca.

"A xenofobia vai a um ponto tal que, veja você, duas conquistas na semana passada em que os treinadores Renato Portaluppi e Vanderlei Luxemburgo, mais do que festejarem as suas conquistas, a do Renato ainda parcial, segundo turno do Gaúcho, tratam do Jesus. Um dizendo que o Jesus ligou para o Cebolinha, como se ele nunca tivesse ligado para jogador algum para contratar. E o outro ganhou, 'só porque ganhou a Libertadores'".

Juca afirma que é verdade que o futebol brasileiro tem um histórico ofensivo e que soma cinco títulos mundiais, mas ressalta que os treinadores do país abdicaram desta forma de jogar e quem resgatou foi justamente o português no Flamengo.

"Jesus pôs em prática aquele futebol, que nós nos esquecemos de jogar. Que os nossos treinadores abdicaram de fazer e não dar ao Jesus este mérito, como ao Sampaoli, mas é de uma mesquinhez, que até na hora de ganhar uma tacinha, ele é capaz de cometer. É impressionante esse troço", conclui o jornalista.

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