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Crefisa, estádio e torcedores: Palmeiras viveu virada financeira há 5 anos

Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, e Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, em 2016 - Cesar Greco/Ag Palmeiras
Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, e Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, em 2016 Imagem: Cesar Greco/Ag Palmeiras

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

03/07/2020 04h00

O Palmeiras deu início a uma virada financeira há cinco anos, depois de enfrentar dificuldades nas temporadas anteriores. Desde 2015, com crescimento de receitas de patrocínio, bilheteria e sócio-torcedor, o clube passou a registrar superávits seguidos.

A mudança ocorreu a partir de dois fatores: a inauguração do Allianz Parque, em novembro de 2014, e a chegada da Crefisa, em janeiro do ano seguinte. Com a abertura da Arena, por exemplo, o clube viu a receita de bilheteria disparar, saltando de R$ 23,1 milhões em 2014 para R$ 87,2 milhões em 2015.

Houve aumento ainda da receita de sócio-torcedor. O programa, além de ter uma receita própria, ajudou a encher o Allianz Parque. Em 155 jogos no estádio, a média de público por jogo do Palmeiras é de 30.718 torcedores, com R$ 2,1 milhões de renda bruta e R$ 1,4 milhão de lucro.

O acerto com a Crefisa, por sua vez, encerrou um período de quase dois anos sem patrocinador master. Na ocasião, a empresa de Leila Pereira assinou contrato de duas temporadas, com valor de R$ 23 milhões anuais.

A relação entre Palmeiras e Crefisa, porém, ganhou força semanas depois, com a venda de um espaço de patrocínio à FAM, que também é tem Leila Pereira como dona.

O valor pago em 2015 chegou a R$ 43 milhões. De acordo com o balanço do clube, o repasse já era de quase R$ 90 milhões no ano seguinte. A parceira ainda passou a ajudar o clube em contratações, como aconteceu com o atacante colombiano Borja no começo de 2017.

A maior receita do Palmeiras ainda é a de televisão, mas as ligadas à bilheteria e ao patrocínio ocupam lugar de destaque, próximas a 20% do total arrecadado pelo clube. O programa de sócio-torcedor equivale, em média, a 10% do montante.

Veja os últimos resultados financeiros

2013
R$ 22,6 milhões (déficit)

2014
R$ 27,6 milhões (déficit)

2015
R$ 10,5 milhões (superávit)

2016
R$ 89,5 milhões (superávit)

2017
R$ 57,0 milhões (superávit)

2018
R$ 30,6 milhões (superávit)

2019
R$ 1,7 milhão (superávit)

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