PUBLICIDADE
Topo

Após punição da Ferj, presidente do Botafogo acusa: 'despesas saltaram'

Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo - Vitor Silva / Botafogo F.R.
Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo Imagem: Vitor Silva / Botafogo F.R.

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

01/07/2020 17h40

Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo, fez novas críticas à Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) após a entidade punir o Alvinegro com a perda de um mando de campo no Campeonato Carioca por não pagar as despesas da partida contra a Cabofriense, no último fim de semana.

De acordo com o dirigente, o clube não quitou tais valores porque "discorda plenamente dos custos operacionais apresentados", alegando que "as despesas saltaram sem explicação" e que a "a FERJ enviou um batalhão de funcionários para trabalhar em um jogo sem público". Além disso, Mufarrej afirmou que, em meio à pandemia de coronavírus, "a FERJ deu aula de como desrespeitar filiados que pensam de forma diferente".

Botafogo e Fluminense se mostraram contrários a um retorno imediato do Estadual e, em mais de uma oportunidade, tiveram embates com a federação. Nesta batalha, os clubes chegaram a acionar o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ) e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

"Não nos surpreende em nada essa postura lamentável da FERJ. Como recebemos essa informação? Com serenidade. O Botafogo vai sempre trazer à baila assuntos que entende ser dos seus interesses, sem medo de represálias ou retaliações. O Clube não vai deixar de se posicionar para apoiar o melhor protocolo, que é aquele que preserva as vidas. Nessa pandemia, a FERJ deu aula de como desrespeitar filiados que pensam de forma diferente. Sabe por que não pagamos os "custos FERJ" na partida contra a Cabofriense? Porque o Botafogo discorda plenamente dos custos operacionais apresentados pela FERJ. Basta um exercício de simples comparação com outros jogos. Não assinamos o borderô. Não concordamos com ele. A FERJ enviou um batalhão de funcionários para trabalhar em um jogo sem público. O Estádio Nilton Santos já havia sido aprovado pela Vigilância Sanitária. As despesas saltaram sem explicação. Queremos justificativas das despesas operacionais que eles nos empurraram para pagar e, para isso, já acionei o Departamento Jurídico", disse Mufarrej.

Botafogo