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Avaí recusou oferta de investidor por fatia que tem de Guga, do Atlético-MG

Guga, lateral direito do Atlético-MG, despertou interesse de grupo de investidores no mercado da bola - Pedro Souza/Atlético-MG/Divulgação
Guga, lateral direito do Atlético-MG, despertou interesse de grupo de investidores no mercado da bola Imagem: Pedro Souza/Atlético-MG/Divulgação

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

19/06/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Um grupo de investidores procurou o Avaí a fim de adquirir 25% dos direitos econômicos de Guga
  • A cúpula catarinense, porém, se recusou a negociar o percentual que detém do jogador
  • A oferta apresentada ao Avaí era de 800 mil euros (R$ 4,8 milhões na cotação atual) pela fatia que tem do atleta
  • O clube, contudo, fez uma contraproposta com o intuito de assegurar um valor maior no futuro e não obteve êxito

Um grupo de investidores procurou o Avaí a fim de adquirir 25% dos direitos econômicos de Guga, lateral direito do Atlético-MG. A cúpula catarinense, porém, se recusou a negociar o percentual que detém do jogador no mercado da bola.

A oferta apresentada ao Avaí era de 800 mil euros (R$ 4,8 milhões na cotação atual) pela fatia que tem do atleta de 21 anos. O clube fez uma contraproposta com o intuito de assegurar um valor maior no futuro, em caso de negociação do lateral direito. Contudo, não obteve êxito.

"Um grupo de investidores fez uma proposta de 800 mil euros pelo que temos do Guga. Eu disse que aceitaria 800 mil euros, mas não estava vendendo os 25% do Guga. O empresário me disse que o Guga valia 4 milhões de euros. Como o Atlético não paga ninguém, eu pensei que era uma boa chance de receber o dinheiro, porque aí seria um problema com o empresário, não comigo", disse José Francisco Battistotti, presidente do Avaí, ao UOL Esporte.

"Eu disse que queria 850 mil euros e, se o Guga fosse vendido por mais de 4 milhões de euros, o grupo ficaria com 1 milhão de euros, e a diferença dos 25% retornariam ao Avaí. Os caras não aceitaram. O Guga não vale só 4 milhões de euros, eu estou certo disso", acrescentou o mandatário do clube.

Guga tem 75% dos direitos econômicos ligados ao Atlético e contrato até 31 de dezembro de 2023. O jogador foi adquirido por R$ 7,5 milhões, em janeiro de 2019, em três parcelas idênticas de R$ 2,5 milhões. Há inclusive um débito que supera os R$ 500 mil com os catarinenses. O presidente Sérgio Sette Câmara explicou o caso recentemente em entrevista à Rádio Itatiaia.

"Não é a primeira vez que o presidente do Avaí se utiliza dos meios de comunicação para fazer cobranças de forma açodada e afoita, como todo mundo da região dele sabe. O presidente do Avaí é conhecido por declarações infelizes e está sempre na contramão daquilo que deve ser o bom relacionamento entre os clubes. O doutor Battistotti deveria olhar para o próprio umbigo, pagar as dívidas dele, que não são poucas e muito mais elevadas do que esse valor que nós temos que pagar a ele. Aliás, esse valor não será pago diretamente a ele, será depositado em processos judiciais, dos vários pedidos de bloqueio que têm do Avaí aqui, para tentar diminuir o endividamento do tão combalido clube que ele preside, pelo visto, muito mal", afirmou na ocasião.

"Atlético tem um valor residual para pagar da compra do Guga. É um valor considerado baixo e muito inferior aos R$ 2,7 milhões que existem de pedido de bloqueio do Avaí aqui no Atlético", concluiu.

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