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Willian diz sofrer com racismo desde infância: 'olham de maneira diferente'

25/02/2020 - Willian, atacante do Chelsea, antes de partida - Ashley Allen/Getty Images
25/02/2020 - Willian, atacante do Chelsea, antes de partida Imagem: Ashley Allen/Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/06/2020 21h06

O meia-atacante Willian, do Chelsea, afirmou que sofre com o racismo desde a infância. O jogador relatou que foi alvo de preconceito com seus familiares em algumas ocasiões, sendo 'tratado ou olhado de maneira diferente'.

"O racismo acontece no mundo todo. Eu passei por isso desde a minha infância muitas vezes. Sofri junto com minha família, em lugares onde éramos tratados ou olhados de uma maneira diferente. Mas o que aconteceu recentemente — o assassinato do George Floyd — é uma situação até difícil de comentar. Nós sofremos discriminação, mas esperamos que isso possa mudar em todas as áreas", declarou em entrevista a Bruno Vicari, no canal do apresentador da ESPN Brasil no YouTube, Giro do Vicari.

Willian, que está no Chelsea desde 2013, elogiou José Mourinho. O meia-atacante afirmou que a liberdade que o treinador português lhe dava permitia com que ele desenvolvesse seu melhor futebol.

"Mourinho me dava liberdade para rodar entre linhas, cair pelo meio, trocar de posição com Hazard. Já joguei com ele pela direita, pela esquerda, pelo meio. Com Mourinho, tinha essa liberdade. Com o Conte, eu tinha que ficar mais posição, Sarri também. Lampard é mais parecido com o Mourinho, e eu acho que desse jeito eu rendo muito mais", complementou.

Convocado para as Copas do Mundo de 2014 e 2018, Willian falou sobre as últimas eliminações do Brasil, para Alemanha e Bélgica. A primeira, na opinião do jogador, foi uma fatalidade. A segunda, de acordo com o meia-atacante, não foi merecida.

"Copa do Mundo é diferente de qualquer competição. O que envolve a Copa do Mundo é diferente de tudo. Contra a Alemanha, em 2014, acho que o jogo todo foi uma fatalidade. Em 2018, contra a Bélgica, acho que não merecemos perder, mas o jogo foi decidido em detalhes. Um lance antes de a Bélgica fazer o gol, Thiago Silva manda a bola no travessão. Se a bola entra, poderia ser diferente. E a gente teve um bom desempenho na Copa. Fomos melhorando, mas acabamos derrotados para a Bélgica. A experiência que a gente leva disso é ficar atento aos detalhes. (...) Acho que a seleção massacrou a Bélgica no segundo tempo. Dava para ter empatado ou virado o jogo. A gente pensava até que se empatasse, a gente viraria na prorrogação — eles mal aguentavam correr. Foi bem frustrante", ponderou.

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