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Membro da FPF critica Flamengo por volta aos treinos: 'É um absurdo'

Jogadores do Flamengo treinam sem o distanciamento necessário no Ninho - Reprodução/TV Globo
Jogadores do Flamengo treinam sem o distanciamento necessário no Ninho Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/05/2020 12h42

A volta dos treinamentos no Flamengo, mesmo sem a autorização da Prefeitura do Rio de Janeiro, incomodou Moisés Cohen, presidente da comissão médica da Federação Paulista de Futebol (FPF). Convidado do Bom Dia Fox de hoje, o médico criticou a pressa rubro-negra, assim como o encontro com o presidente Jair Bolsonaro.

"É um absurdo. E vai treinar para jogar com quem? Com quem vai jogar? Cadê o campeonato? Então, acho que um pouco de paciência e caldo de galinha não faz mal para ninguém. Acho que eles podem se orientar para treinar em casa. Não tem esteira ou bicicleta em casa? Pega uma corda. Pega um saco de arroz e vai fazer musculação. Eu acho que tem que se adaptar, mas se precipitar, eu acho extremamente arriscado", opinou Cohen.

Em relação à reunião dos presidentes de Flamengo e Vasco com o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, o membro da FPF criticou a proximidade dos presentes durante um almoço.

"Eu não quero julgar. Acho que os fatos falam por si. Quando eu falo em responsabilidade social, o meu conceito é inverso a este que o Flamengo está adotando. Eu faria deste limão azedo que nós estamos vivendo, que é a covid, uma boa limonada, fazendo do futebol um tremendo exemplo para a população", falou Cohen, que seguiu:

"Para sentar para comer, por exemplo, essa situação que você está vendo, com um de frente para o outro, é péssima. Então, nós estamos orientando colocar um reparo no meio ou sentar a 1,5m e todos de um lado da mesa. São cuidados que não custa nada você praticar".

Quanto à volta dos campeonatos, o médico afirmou que o Brasil, diferentemente da Alemanha, não está em condições de retomar as competições.

"O fato de ter liberado na Alemanha, é outro mundo. Nós estamos pelo menos um mês atrás disso. Na Espanha, ainda não foi liberado. Eles estão muito na frente da gente. E o fato de liberar em Minas, em Santa Catarina, eu não vou entrar no mérito. Eu parto da premissa que eles realmente controlaram tudo. Por enquanto, aqui, nós estamos nesta condição", argumentou.

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