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Cruzeiro vê débito ampliar em R$ 500 mi; Pires de Sá diz: "não fiz dívidas"

Wagner Pires de Sá foi presidente do Cruzeiro entre 2018 e 2019. Durante sua gestão, endividamento aumentou R$ 504 milhões - © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Wagner Pires de Sá foi presidente do Cruzeiro entre 2018 e 2019. Durante sua gestão, endividamento aumentou R$ 504 milhões Imagem: © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

21/05/2020 12h38

O Cruzeiro apresentou uma dívida de R$ 803,4 milhões ao divulgar as contas de 2019, que tiveram um déficit de R$ 394,1 milhões. O número representa um aumento de R$ 504 milhões em dois anos da gestão de Wagner Pires de Sá. Nas demonstrações dos resultados de 2017, último da administração de Gilvan de Pinho Tavares, a dívida do clube era de R$ 299 milhões. As cifras são apontadas pelo balanço financeiro publicado na noite de ontem (20).

O UOL Esporte procurou Wagner Pires de Sá para explicar o endividamento superior a meio bilhão de reais. O ex-dirigente contesta os números divulgados no balanço de 2017 e diz que não fez novas dívidas à frente do Cruzeiro. Ele alega ainda que o aumento do endividamento é responsabilidade dos juros e encargos financeiros do débito anterior.

"Eu peguei uma dívida do Cruzeiro que, só de encargos financeiros, era de R$ 80 milhões no primeiro ano. Você põe mais juros em cima de juros e, no segundo ano, eram mais R$ 100 milhões. Só aí eram R$ 180 milhões. A dívida da Fifa, que estava em valor histórico, foi corrigida e somaram para R$ 80 milhões. Isso dá R$ 360 milhões. Nós achamos um adiantamento que eles fizeram com a Globo, com um empréstimo no meio de um adiantamento que fizeram até 2024, um empréstimo de R$ 22 milhões. A Minas Arena [gestora do Mineirão] ajuizou mais R$ 25 milhões. A correção foi feita até agora de dívida. Só aí, pelas minhas contas, dá R$ 415 milhões só de juros e encargos financeiros", disse à reportagem.

"A dívida está certa, mas a explicação é essa. Eu não fiz dívida nova, venho rolando, e eu coloquei isso para o conselho em 2018. Quando eu finalizasse minha gestão, se não houvesse o financiamento externo, estaríamos acima de R$ 1 bilhão. Eu falei isso para o Conselho. A dívida era de R$ 400 milhões quando eu assumi. Essa era a dívida do Cruzeiro. Só de encargos e juros que se pagam por essa dívida, mais correções, deu mais R$ 415 milhões. Isso é pelas minhas contas, por alto", acrescentou.

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