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Emily Lima conta mudança de planos: 'Ia me mudar para Guayaquil'

Emily Lima, treinadora da seleção equatoriana feminina de futebol - Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Emily Lima, treinadora da seleção equatoriana feminina de futebol Imagem: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/04/2020 22h06

Treinadora da seleção feminina de futebol do Equador, Emily Lima afirmou que a pandemia afetou diretamente alguns de seus planos. Em entrevista ao Troca de Passes, do SporTV, hoje (19) ela, que mora em Quito, contou que planejava se mudar para Guayaquil, sede da Federação Equatoriana de Futebol (FEF) no segundo semestre. Como a cidade é a mais afetada pelo Coronavírus no país, a mudança não deve mais acontecer.

"Eu estava na Argentina, disputando o Sul-Americano Sub-20. E, de repente, tudo começou a mudar, a Conmebol passou a adotar protocolos que nos deixaram preocupados. O torneio foi suspenso ainda na primeira fase e retornamos ao Equador. E, quando chegamos, a situação já estava bastante complicada. Eu moro em Quito - onde fica o Centro de Treinamento da seleção, e a ideia era ir para Guayaquil no segundo semestre - lá fica a sede da Federação, mas acho que os planos vão mudar, já que Guayaquil é a cidade mais afetada do país", disse a treinadora.

Na opinião de Emily, Guyaquil, que é a cidade mais populosa do Equador, foi o maior alvo da pandemia muito por conta das atitudes de sua população, que não obedeceram várias medidas das autoridades equatorianas. Emily também falou sobre sua rotina em Quito, que inclui um longo toque de recolher.

"O que acontece em Guayaquil, pelo que eu vejo na TV, tem a ver com as pessoas desrespeitarem as medidas que foram tomadas pelo governo. E a saúde, o serviço funerário não estava preparado. Sabemos a necessidade de cada um, mas algumas pessoas não respeitaram as medidas mesmo. Aqui, em Quito, há um toque de recolher entre 14h e 5h. Nesse horário só pode sair com autorização, para serviços essenciais. Além disso, sem o uso da máscara, a pessoa é multada, e pode ser presa. De qualquer forma, aqui teve algumas mortes, alguns casos, mas está bem controlado. A população tem respeitado mais. [...] Aqui, estão falando sobre um farol amarelo daqui a três semanas. Sobre atividades liberadas com algumas restrições" complementou.

Emily Lima ainda falou sobre seu projeto na seleção equatoriana. A treinadora afirmou que os objetivos vão muito além de levar o Equador para a próxima Copa do Mundo. O plano é desenvolver o futebol feminino no país e conta com apoio inclusive do Ministério da Educação.

"A Federação já deixou claro que só volta quando o governo der sinal verde. A prioridade é a saúde. [...] Mas os projetos de fortalecer a seleção e a superliga feminina continuam depois disso. Então, temos que ter paciência, esperar a situação passar e continuar. É um projeto ambicioso por parte da Federação. Mas, ao mesmo tempo, pensando no longo prazo, para termos tranquilidade. Apresentamos um projeto e a Federação tem dado respaldo para concluirmos o trabalho, cujo objetivo é voltar a disputar a Copa do Mundo, mas com condições de fazer mais que participar. É o meu maior desafio como treinadora. Mesmo já tendo uma participação em Mundiais, o futebol feminino está começando por aqui, com apoio de dirigentes com uma cabeça mais aberta. O nosso projeto é amplo e trabalha com o Ministério da Educação para o desenvolvimento do esporte no país, passando pelas escolas. Queremos deixar um legado para o povo equatoriano", completou.

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