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'Eu nunca falei que ia me aposentar', diz Galvão Bueno

Galvão Bueno, narrador do Grupo Globo - Reprodução/Instagram
Galvão Bueno, narrador do Grupo Globo Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/04/2020 22h07

Em participação em uma live com Fábio Porchat no Instagram, hoje (15), Galvão Bueno afirmou que não pretende se aposentar tão cedo. O narrador do Grupo Globo também disse que sua aposentadoria só foi especulada por distorções de suas palavras.

"Eu nunca falei que ia me aposentar. As pessoas entenderam errado. No fim da Copa de 2010, eu não me via narrando a Copa do Mundo de 2018, e eu disse que aquela seria minha última transmissão de final de Copa do Mundo no exterior. Mas eu acabei indo para a Rússia e não sei mais até onde eu vou", disse.

Galvão, que já participou da transmissão de doze Copas do Mundo, acredita que a magia do futebol cresceu para os telespectadores ao mesmo tempo em que diminuiu, de certa forma, para os torcedores que acompanham o jogo no local.

"Eu acho que o futebol tem muito de magia. A primeira Copa de que eu participei foi em 1974, na Alemanha. O espetáculo da televisão hoje é absolutamente fantástico. A magia aumentou à medida que a tecnologia se aperfeiçoou. O paradoxo é que a magia era maior antes, para quem via os jogos localmente", avaliou.

O narrador acredita que o mundo passará por mudanças profundas após superar o Coronavírus. Neste caso, Galvão é otimista e entende que a população passará a olhar com mais carinho para o vizinho.

"As pessoas estão se doando. Existe um sentimento de solidariedade. Eu tenho a impressão e a esperança de que quando a tempestade passar, o mundo mude um pouco. Que as pessoas se preocupem mais com quem está do lado", opinou.

Diretamente afetado pelo VAR em sua profissão, Galvão acredita que os principais problemas da nova tecnologia são a demora e a quantidade de vezes em que o vídeo é acionado. De qualquer maneira, o narrador acredita que o futebol absorverá esta evolução, assim como outros esportes.

"Eu acho que o VAR tinha que ser mais ligeiro, está participando demais. Não sei para que serve o bandeirinha mais. Tudo o que ele marca, o VAR vai checar, então não sei o que ele está fazendo lá. Não dá para lutar contra a tecnologia, nós vemos isso nos outros esportes. Mas, nos outros esportes já é tudo muito rápido. No futebol, ainda demora muito. O VAR tinha que chegar, mas está muito chato", completou.