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Como Róger Guedes voltaria fisicamente em caso de acerto com o Atlético-MG?

Roger Guedes atuou pelo Atlético-MG antes de se transferir para a China - Bruno Cantini / Atlético-MG
Roger Guedes atuou pelo Atlético-MG antes de se transferir para a China Imagem: Bruno Cantini / Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

22/03/2020 04h00

O Atlético-MG segue de olho em Róger Guedes. O atacante que pertence ao Shandong Luneng, da China, é o principal alvo dos mineiros no mercado da bola. No entanto, como ele voltaria fisicamente à Cidade do Galo depois de três meses sem treinar? O UOL Esporte conversou com Fábio Lefundes, um dos treinadores do atacante no Shandong Luneng, para explicar a situação do atleta. Ele ainda explica os casos de Diego Tardelli, que defendeu o Grêmio em 2019 e hoje está no Atlético.

Perguntado sobre a questão física na China, o antigo membro da auxiliar técnica do Shandong Luneng explica por que Róger Guedes pode ter dificuldades ao voltar à Cidade do Galo: "Ele está sem jogar desde o começo de dezembro. Eles fizeram a pré-temporada. Eles contrataram um profissional alemão para fazer o que eu fazia. Ele tem uma escola de resistência, com mais parada e volume de trabalho. O Róger pode encontrar uma dificuldade por causa disso".

"Sempre cobrei dele essa questão de se tornar atleta. Ele precisa trabalhar em alta intensidade. O talento dele é asburdo. O que ele tem como qualidade e talento são coisas diferentes. Se ele trabalhar bem, ele vai performar melhor que consegue fazer", acrescentou.

A situação de Róger Guedes é semelhante à de Diego Tardelli, que voltou ao Brasil para defender o Grêmio depois de mais de dois meses sem entrar em campo.

"O Diego Tardelli chegou ao fim do ano e entrou de férias. Ele ficou quase um mês para acertar com o Grêmio. Ele teve uma dificuldade na readaptação. Só por isso. O Róger Guedes também pode sofrer esse problema", disse Fábio Lefundes.

Fábio Lefundes explica ainda as diferenças entre o futebol da China e o praticado no Brasil. "Se eu for pontuar a grande diferença entre o futebol chinês e o brasileiro, é o calendário. Lá, a gente disputava 30 partidas. Se você avançasse na Champions League, poderia fazer de seis a 12 partidas e, se você chegasse ao final da copa, você poderia fazer oito partidas. A minha equipe jogou 30 jogos da liga e mais oito jogos da copa. Isso é só o Campeonato Brasileiro. No segundo ano, jogamos a Champions League e fomos à final da copa, então fizemos 38 mais oito. Eram 46 jogos. Houve uma vez que o treinador teve um problema e me pediu para ir à entrevista. Me perguntaram sobre o desgaste dos jogadores. Disse que quem poderia estar desgastado era o chinês, porque o estrangeiro está acostumado a fazer 75, 80 jogos por ano", comentou.

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