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EUA: Após polêmica com seleção feminina, presidente da US Soccer renuncia

Megan Rapinoe comemora seu gol em jogo França x Estados Unidos pela Copa do Mundo feminina - REUTERS/Benoit Tessier
Megan Rapinoe comemora seu gol em jogo França x Estados Unidos pela Copa do Mundo feminina Imagem: REUTERS/Benoit Tessier

Do UOL, em São Paulo

12/03/2020 23h14

O presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer), Carlos Cordeiro, renunciou ao cargo na noite de hoje. A presidência ficará com a vice Cindy Cone, a primeira mulher a ocupar o posto na história. A saída de Cordeiro ocorre em meio a críticas após a entidade negar à seleção feminina o mesmo salário recebido pela seleção masculina.

No início da semana, advogados da US Soccer chegaram a afirmar que as jogadoras são "menos habilidosas e trabalham em funções menos exigentes" que os jogadores. Cordeiro alega que as falas foram divulgadas antes que ele pudesse revisá-las.

"Os argumentos e falas desta semana ofenderam e causaram dor à nossa extraordinária seleção feminina, com jogadoras que certamente merecem mais. Foi inaceitável e não há desculpas. Não tive a oportunidade de revisar inteiramente o comunicado antes de ser divulgado e assumo total responsabilidade por isso", escreveu.

As mulheres venceram quatro Copas do Mundo e em seis edições de Jogos Olímpicos, desde que o futebol feminino foi incorporado, levou quatro ouros e uma prata.

"Espero que nossas notáveis jogadoras sejam sempre tratadas com dignidade, respeito e admiração que realmente merecem", completou ele.

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