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Na Copa do Brasil, Flu volta a palco de título em reedição da final de 2007

Roger bate firme para marcar o gol do título do Fluminense na Copa do Brasil de 2007 - Acervo Flu-Memória
Roger bate firme para marcar o gol do título do Fluminense na Copa do Brasil de 2007 Imagem: Acervo Flu-Memória

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

11/03/2020 04h00

O Fluminense entrará em campo tomado por nostalgia na noite de hoje (11), às 19h15, em Florianópolis. Pela terceira fase da Copa do Brasil, o Tricolor reencontra o Figueirense no Orlando Scarpelli, palco do título de 2007 da competição, a primeira e única conquista do clube no torneio, que encerrou uma fila de 23 anos sem levantar taças nacionais.

Foi aos 3 minutos de jogo que o ex-lateral Roger recebeu de Adriano Magrão, matou no peito e mandou para as redes a tensão pelo empate por 1 a 1 no Maracanã na partida de ida. Curiosamente, o autor do golaço dos catarinenses na casa do Flu foi de Henrique, que chegou ao clube 13 anos depois da decisão e estará no banco de reservas de Odair Hellmann.

Entalado na garganta dos tricolores após dois vice-campeonatos do torneio, o grito de campeão acabou, enfim, entoado pela torcida ali mesmo nas arquibancadas verdes do Scarpelli, mais de 90 minutos depois da comemoração do gol salvador. A conquista iniciou uma fase áurea do clube, que disputou decisões continentais nos dois anos seguintes e venceu duas vezes o Campeonato Brasileiro, em 2010 e 2012.

Festas que os torcedores não têm vivido desde então. A Copa do Brasil, em 2020, é agora encarada como prioridade do clube para a temporada. No mata-mata, o Fluminense acredita que pode diminuir a distância que as finanças impõem nos pontos corridos, e a competição é a chance mais factível, ainda que dificílima, de reeditar os bons momentos vividos em palcos como o do jogo desta quarta-feira.

Para a partida, assim como em 2007, o Flu estará desfalcado de seu capitão. Se Luiz Alberto, lesionado, não disputou a decisão, hoje Digão está fora com um edema na coxa. O substituto da vez será Matheus Ferraz, xodó como Roger, que virou ídolo após o gol daquele título. Coincidências que Odair Hellmann deseja ter por perto para evitar a zebra e manter o bom momento.

Matheus Ferraz é xodó da torcida do Fluminense - Mailson Santana/Fluminense FC - Mailson Santana/Fluminense FC
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC


Em dois meses de trabalho, o treinador, enfim, parece ter encontrado a melhor formação no meio de campo e vem de quatro vitórias seguidas, com 15 gols marcados e apenas três sofridos. O equilíbrio, uma promessa de Odair, têm sido maior nas últimas partidas, e a única dúvida é no ataque, onde Fernando Pacheco e Evanílson brigam por uma vaga ao lado de Marcos Paulo, que marcou cinco vezes nos últimos quatro jogos, e Wellington Silva.

FICHA TÉCNICA:
FIGUEIRENSE x FLUMINENSE

Data e hora: 11/03/2020 (quarta-feira), às 19h15
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo (SP)
Auxiliares: Daniel Luis Marques (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)

FIGUEIRENSE: Sidão; Lucas, Alemão, Rony e Brunetti; Patrick, Paulo Ricardo e Guilherme; Nicholas, Pedro Lucas e Diego Gonçalves. Técnico: Márcio Coelho.

FLUMINENSE: Muriel; Gilberto, Nino, Matheus Ferraz e Egídio; Hudson, Yago e Nenê; Wellington Silva, Fernando Pacheco (Evanílson) e Marcos Paulo. Técnico: Odair Hellmann.

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