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Conselho de Administração do SPFC prevê redução de R$ 100 mi de dívidas

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, durante treino do São Paulo no CT da Barra Funda - Marcello Zambrana/AGIF
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, durante treino do São Paulo no CT da Barra Funda Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

06/12/2019 11h53

O Conselho de Administração do São Paulo anexou propostas substitutivas e aprovou o encaminhamento da previsão orçamentária de 2020 para o Conselho Deliberativo do clube. Segundo apurou o UOL Esporte, o documento foca a redução de 50% do endividamento bancário, que representa cerca de R$ 100 milhões. Com as alterações, a expectativa é de se atingir um superávit dez vezes superior ao esperado inicialmente.

O presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em um primeiro momento se mostrou desconfortável com a situação - por ter a peça produzida pelo departamento financeiro vetada. No fim do processo, que iniciou com o pedido de uma reunião extraordinária (feito por Adílson Martins, José Eduardo Mesquita Pimenta, Júlio Casares e Sílvio Médici), houve concordância até do vice Roberto Natel, que é opositor declarado de Leco.

Tal performance pode ser atingida com um corte drástico de despesas. Outro detalhe importante foi que a responsabilidade de obter receitas para arcar com parte do custo de Daniel Alves foi passada para o departamento de futebol, que vai ser cobrado pelo Conselho de Administração. A partir de agora, a ideia é ter ainda mais critério na hora de se fazer contrações e de investir.

Mês a mês, o trabalho das diretorias deverá ser acompanhado para ver se previsão orçamentária está sendo cumprida. O Conselho de Administração deve criar uma comissão, com três pessoas, para desempenhar tal função. Toda receita nova deverá ser diretamente encaminhada para a amortização da dívida. Em 2020, também o São Paulo terá normas de compliance.

O UOL Esporte teve acesso à proposta orçamentária para 2020. Novamente, uma das principais apostas para geração de receita é a venda de atletas. Para o próximo ano, a estimativa era de receber 33,5 milhões de euros (R$ 154,1 milhões), com recebimento à vista de 75% do valor.

Vale ressaltar que a partir de 2021 Leco não será mais o presidente. Afinal, no fim no ano que vem será realizado o pleito e, de acordo com o estatuto, não é permitida a reeleição.

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