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Saga de rubro-negros após final tem troca de ônibus, erro de rota e atrasos

Ônibus da Ormeño com torcedores do Flamengo durante passagem pelo Peru - Diego Salgado/UOL Esporte
Ônibus da Ormeño com torcedores do Flamengo durante passagem pelo Peru Imagem: Diego Salgado/UOL Esporte

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

30/11/2019 19h29

A saga do ônibus rubro-negro, enfim, acabou. Depois de duas semanas na estrada, os torcedores do Flamengo chegaram ao Rio de Janeiro. A viagem de volta foi marcada por imprevistos, com problemas mecânicos, troca de veículo, erro de rota e novo atraso.

Os torcedores deixaram Lima às 21h (horário de Brasília) do último domingo (24). Os últimos rubro-negros chegaram à capital fluminense às 14h de hoje (30), depois de 137 horas de viagem, com um dia de atraso. Na ida, com a presença da reportagem do UOL Esporte, ela durou 145 horas.

O trecho final da viagem, entre São Paulo e Rio de Janeiro, foi realizado em um ônibus de outra empresa. A Ormeño alegou que tomou a decisão pois o veículo teria de deixar a capital paulista rumo a Lima já na tarde de hoje. Segundo a companhia, as passagens já tinham sido vendidas. Ela ainda creditou a alteração aos atrasos acumulados durante o trajeto de retorno, pois a data de chegada estava prevista para ontem (29).

Alguns torcedores do Flamengo, por sua vez, reclamaram da situação. Alguns ficaram revoltados. Durante a madrugada, outros dois problemas afetaram o andamento da viagem. No interior de São Paulo, aconteceu um erro de rota. O ônibus percorreu mais de 200 km para retomar a direção correta, e quase três horas foram perdidas.

Dois flamenguistas ainda tiveram de emprestar dinheiro à Ormeño para reabastecimento e pagamento de pedágio. Um repasse chegou a R$ 1 mil - ele foi reembolsado na chegada a São Paulo. Em contato com a reportagem, a Ormeño explicou que a empresa tentou agilizar o trâmite, pois solicitar o valor para a "central ia demorar mais".

De acordo com relatos de torcedores, o ônibus ainda apresentou problemas mecânicos, como aconteceu no trecho Rio-Lima, marcado por problemas no ar-condicionado no Mato Grosso do Sul e infiltrações em meio a uma tempestade em Rondônia.

Na viagem de volta, os imprevistos começaram na subida da Cordilheira dos Andes, em uma altitude de três mil metros. O cabo do acelerador se rompeu numa subida. Foi preciso, então, usar um arame para arrumá-lo. A Ormeño confirmou o problema e frisou que o foi realizada manutenção em Cusco horas depois.

O retorno dos torcedores ao Rio aconteceu uma semana depois da conquista rubro-negra na final da Libertadores. A distância acumulada na ida e na volta superou a marca de 12 mil km. Dos 19 torcedores que foram até Lima, 16 voltaram de ônibus. Cinco deles ficaram em Rio Branco ou Cuiabá. Sete desembarcaram em São Paulo. Apenas quatro fizeram o trecho inteiro.

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