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Defesa melhora, mas atacantes do Fluminense fazem só dois gols no returno

João Pedro não marca há 11 jogos: atacantes do Fluminense vivem má fase - Thiago Ribeiro/AGIF
João Pedro não marca há 11 jogos: atacantes do Fluminense vivem má fase Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

29/10/2019 04h00

Apesar de já ter promovido duas trocas de treinadores neste Campeonato Brasileiro, o Fluminense segue sofrendo com o mesmo problema no returno: o time não sabe aproveitar as chances criadas durante as partida e por isso segue na briga para se afastar da zona de rebaixamento. O Tricolor costuma ter bom índice de posse de bola, trocar de passes e criar muitas chances de gol, mas peca na finalização. Para piorar, a média de gols do time carioca sofreu uma queda no returno e os atacantes são responsáveis por apenas dois dois oito gols anotados nas nove partidas disputadas pela segunda parte do nacional.

A ideia inicial que permeou as mudanças de treinadores era a tentativa de proteger melhor a equipe dos ataques adversários. Então segunda pior defesa do Brasileirão no primeiro turno, o Flu evoluiu no quesito. Se não mudou da água para o vinho - é a sexta defesa mais vazada da competição -, viu a média de gols sofridos cair bastante: de 1,53 para 1 gol por jogo.

O problema é que, numa realidade de cobertor curto, o Tricolor também perdeu poder de fogo. Em que pese a saída de Pedro, ainda artilheiro do time no campeonato com cinco gols (empatado com Yony González) e Luciano (que fez dois gols antes de ir para o Grêmio), o Flu tem marcado cada vez menos. Se fazia 1,03 gol por jogo no primeiro turno, a média caiu para 0,77 no segundo turno.

Isso porque o Fluminense é o segundo time que mais troca passes, o quarto que mais dá assistências para finalizações e também o quarto que mais finaliza. Apesar das estatísticas positivas do site "Footstats", o Tricolor figura apenas na 12ª posição em gols pró, ou seja, está na parte de baixo da tabela de melhores ataques da competição.

E os atacantes atuais têm muita culpa. Os jogadores da posição à disposição de Marcão marcaram apenas 10 dos 29 gols da equipe no Brasileirão. Yony fez cinco, João Pedro fez quatro e Marcos Paulo marcou um.

Já Brenner, Ewandro, Guilherme, Lucão, Pablo Dyego e Wellington Nem não balançaram as redes até aqui na competição. Os outros 12 gols (tirando os sete de Pedro e Luciano) foram anotados por Nenê (3), Ganso (2), Caio Henrique, Daniel, Frazan, Nino e Matheus Ferraz, além de dois contra: um de Natanael, do Internacional, e outro de Lucas Veríssimo, do Santos.

Marcos Paulo marcou seu primeiro gol no Brasileirão pelo Fluminense - Mailson Santana/Fluminense FC - Mailson Santana/Fluminense FC
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

A notícia boa é justamente o "desencanto" da joia de Xerém que marcou seu primeiro gol no sábado, contra a Chapecoense. Centroavante na base, Marcos Paulo recebeu chances na ponta e no meio de campo entre os profissionais. Seu companheiro de ataque no sub-17, João Pedro começou a carreira de maneira meteórica, mas vive extenso jejum: já são 11 jogos sem balançar as redes. Após o gol na última rodada, o camisa 32 espera que a seca do amigo acabe.

"A gente sempre vem conversando. Desde a base falamos sobre paciência, que temos que ter paciência. Ele teve o momento dele, mas agora não estava fazendo gol, a torcida pegou no pé. Mas, ele sabe que o momento dele vai voltar. Ninguém aqui está de sacanagem, quer fazer o melhor", contou, em entrevista coletiva.

Outro que vê seu desempenho cair é Yony González. O colombiano viveu jejum idêntico, de 11 partidas, até "tirar a uruca" anotando o gol da vitória sobre o Botafogo. De lá para cá são mais cinco jogos sem marcar, totalizando apenas um gol em 17 jogos. Apesar disso, é titular absoluto e só foi substituído quatro vezes nas 24 em que entrou em campo no Campeonato Brasileiro.

Na semana passada, o UOL Esporte fez levantamento mostrando que, sem um jogador atuando com a camisa 9, o Fluminense faz menos gols no Brasileirão desde 2009. A camisa segue vaga, e o Tricolor continua com problemas para balançar as redes. E não é por falta de "abastecimento": Daniel, Caio Henrique, Nenê e Ganso estão entre os 20 jogadores que mais dão assistências para finalização, em média e em números totais, e o Flu é a equipe com mais jogadores no ranking, para atletas com 15 jogos ou mais.

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