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Falta de competitividade de amistosos chateia e gera reclamação de Tite

Lucas Figueiredo/CBF
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Do UOL, em São Paulo (SP)

12/10/2019 13h11

O técnico Tite admitiu o incômodo sobre a falta de competitividade nos amistosos recentes da seleção brasileira. Enquanto encara o pior jejum de vitórias desde que assumiu o cargo, após empatar contra Senegal e Colômbia e perder do Peru, o comandante admitiu que reclamou do calendário da equipe verde-amarela, que ainda não se testou contra grandes equipes europeias desde a eliminação para a Bélgica na Copa do Mundo.

"Sou muito mais aquilo que vocês têm informações. Sou muito mais de um lado ruim e muito mais de um lado bom. Sou mais do que me conhecem, e esses lados possuem informações que só são passadas para os atletas. Fiquei chateado, sim. Externei, sim", admitiu Tite, antes de procurar entender o motivo para a seleção seguir com o atual calendário, enfrentando times menos tradicionais em lugares afastados.

"Entendo que tenho que dar minha parcela de contribuição para que a coisa possa fluir, mas tiveram uma série de coisas que determinaram isso de 'não competir', que é bastante abrangente. É uma série de fatores, e não quero entrar neles", acrescentou.

Embora frustrado, Tite cobra um desempenho elevado da seleção no jogo de amanhã (12) contra a Nigéria, às 9h (de Brasília), em Cingapura. O treinador afirma que há a pressão pela vitória, especialmente pelo momento ruim de três amistosos sem triunfos.

"Desempenho preocupa, a equipe precisa estar equilibrada. Placar é consequência e às vezes não diz o que foi o jogo. A pressão para vencer é natural e ela existe, mas tem que ser encarada com discernimento", analisa.

"O 'jogar bem' preocupa, uma equipe equilibrada. É ter uma equipe que produza uma média de 2,2 gols por jogo e que não tome gols em três jogos seguidos. Nós tomamos", encerrou o treinador.

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