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O que a eliminação na Copa do Brasil ensinou ao Grêmio para a Libertadores

Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, tentará corrigir os defeitos do time até a Libertadores - João Vitor Rezende Borba/AGIF
Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, tentará corrigir os defeitos do time até a Libertadores Imagem: João Vitor Rezende Borba/AGIF

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

06/09/2019 04h00

O Grêmio está fora da Copa do Brasil. Tinha vantagem por ter vencido o jogo de ida por 2 a 0, mas perdeu para o Athletico Paranaense pelo mesmo placar e foi superado nos pênaltis. E a queda deixou ensinamentos para a próxima disputa de mata-mata, na Libertadores.

Os confrontos com o Flamengo ainda estão distantes. As partidas que valem vaga na final da Libertadores estão marcadas para 2 e 23 de outubro. E até lá, Renato Gaúcho tentará corrigir as falhas que a equipe apresentou no Paraná.

"Hoje estivemos bem abaixo do que estamos acostumados a jogar. E era uma decisão. O adversário veio para competir e ganhar o jogo. Na maior parte do jogo, aceitamos que o adversário jogasse. Pagamos pelos nossos próprios erros. Nessas horas é muito fácil achar erros, mas é o trabalho de vocês. Eu, como comandante, tenho que defender meu grupo. Infelizmente não conseguimos nosso objetivo, mas por nossos próprios erros. É hora de levantar a cabeça", disse Renato Gaúcho.

Maicon e Cebolinha são insubstituíveis

Por mais que sempre lembre a qualidade de seu grupo, ou diga que não lamenta ausências, Renato Gaúcho precisou se render e concordar que Maicon e Everton Cebolinha fazem muita falta. Sem ambos, o Tricolor perdeu suas maiores virtudes: a manutenção da bola e o ataque em velocidade.

Foi Rômulo quem atuou no meio-campo defensivo e não deu o mesmo poder de construção ou controle de bola que o titular. E Pepê, que entrou na vaga do Cebolinha, tentou exercer as mesmas funções, já que possui características semelhantes, mas não deu o poder de conclusão esperado ao time.

Não pode mudar a forma de jogar

Uma das frases mais repetidas por Renato Gaúcho é: "O Grêmio joga da mesma forma, em qualquer estádio, contra qualquer adversário". E talvez um dos principais problemas no jogo de volta com o Athletico Paranaense foi ter mudado esta forma de atuar.

Conhecido por ser um time que mantém a bola, o Tricolor terminou o jogo com pouco mais de 30% posse. Naturalmente um time ofensivo, o Grêmio foi empurrado para trás e deu espaços, bem aproveitados pelo Athletico.

Zagueiros nem sempre vencerão as disputas

A zaga gremista é conhecida por vencer boa parte das disputas de um contra um. Por isso, Renato tem tranquilidade em deixar mais exposto o setor de Geromel e Kannemann. Mas contra o Athletico, isso foi um problema. Ainda que o brasileiro não tenha sofrido tanto, o argentino não conseguiu segurar oponentes, cometeu uma falta muito dura e acabou expulso.

A vantagem não entra em campo

No jogo de ida, o Grêmio venceu por 2 a 0. No de volta, em determinado momento, tentou segurar o resultado e levar a decisão até o final. Conseguiu os pênaltis, mas foi insuficiente e acabou derrotado. Jogar "em vantagem" apresentou um Grêmio diferente do que esteve em campo contra o Palmeiras pela Libertadores, quando, obrigado a correr atrás do resultado adverso, esteve mais concentrado e intenso que o adversário.