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Tchê Tchê é "grato para sempre" a Cuca e elogia esforço do São Paulo

Assim como Pato, Tchê Tchê foi apresentado com uma camisa sem numeração - Divulgação/São Paulo
Assim como Pato, Tchê Tchê foi apresentado com uma camisa sem numeração Imagem: Divulgação/São Paulo

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

03/04/2019 15h35

Depois de treinar na manhã de hoje com os novos companheiros, Tchê Tchê foi apresentado pelo São Paulo no período da tarde no CT da Barra Funda. O volante exaltou a parceria com Cuca, mas fez questão de não chegar apenas como um jogador do técnico e que quis saber se o Tricolor realmente queria sua contratação.

"Sou suspeito para falar sobre o Cuca, serei grato para sempre. Mas também tenho que agradecer o Raí e o (Alexandre) Pássaro por terem feito um grande esforço. A negociação durou um certo tempo e eu perguntei desde o começo se era só o Cuca que me queria ou se o clube também me via bem. E agora sei que os dois querem, é bom deixar tudo claro", afirmou o meio-campista:

"Aprendi com meus pais a ser grato. Quando uma pessoa me ajuda, sou grato para sempre. Cuca confiou em mim, me colocou para jogar no momento em que cheguei no Palmeiras, pude ajudar em várias posições. Espero que a gente possa fazer grandes jogos. O Cuca me ligou, sempre que a negociação ficava um pouco mais difícil ou andava um pouco mais a gente comentava".

Assim como Alexandre Pato na semana passada, Tchê Tchê foi apresentado pelo São Paulo sem número na camisa. Como o elenco ainda pode ter saídas antes do Campeonato Brasileiro, isso só será ajustado mais para frente. O foco agora está no Campeonato Paulista. Curiosamente, o Tricolor enfrenta o ex-clube de Tchê Tchê no jogo de volta da semifinal contra o Palmeiras, às 16h de domingo, no Allianz Parque.

"Obviamente vou estar torcendo para o São Paulo, são as cores que estou defendendo agora. Nosso time tem totais condições de ganhar lá. Tabus foram feitos para se quebrar e domingo teremos mais uma oportunidade. Tenho confiança em todo elenco. Tive pouco tempo para pensar nisso (se vai ao Allianz). Cheguei segunda seis horas da manhã, fiz várias coisas e dormi pouco para poder treinar antes. Mas não posso ser falso. Fiz verdadeiros amigos lá e preciso respeitar. O Edu Dracena, que também é um grande amigo, é um exemplo de quem passou por vários grandes clubes e respeita todos e deixou boa impressão em todos".

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Tchê Tchê:

Como foi o processo de saída do Dínamo de Kiev?
Foi uma decisão minha. Tive uma conversa com o presidente do Dínamo, que não queria que eu saísse do clube. Falei bastante com minha família. Estou muito feliz de estar aqui. Eu escolhi o São Paulo e o São Paulo me escolheu. Não é que eu saí porque ninguém me queria mais. Não é isso, vamos deixar claro. Falei com Raí, Pássaro, Cuca, empresário, irmão. Ele não queria que eu saísse e eu falei que precisava. Sou daqui da capital e sei que o São Paulo é enorme, eu tinha essa vontade de jogar aqui. Sobre o treinador, não tenho nada a falar ou reclamar. Eu quis voltar, eu abri mão de coisas para estar aqui. A confiança está alta, está intacta. Estou pronto.

Concorrência com Liziero no meio de campo
Não tem rival dentro do grupo. É mais um companheiro meu. Chego com uma vontade imensa de ajudar o clube. Ninguém tem cadeira cativa. Sou mais um. Não importa se eu vim com o clube fazendo esforço. Vou encontrar caras que me acostumei a assistir, como Hernanes e Pato. Espero ajudar da melhor maneira.

Conquistar espaço no elenco
É muito simples. Tenho que ser quem eu sempre fui, a vida toda: verdadeiro e honesto. Trabalhar muito e falar pouco. O segredo é o trabalho. Não dá para conquistar ninguém sendo desonesto e sem trabalhar. É fechar a boca e trabalhar. As posições que posso jogar vocês conhecem. O Cuca vai saber como posso render melhor. Minha preferência é ser volante, mas se ele preferir outra posição, vamos fazer meu melhor.