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Exemplo do Grêmio e sede de taça: Dedé volta à Libertadores após polêmica

Em 2018, Dedé foi expulso contra o Boca em jogo com uso do VAR, mas teve o cartão vermelho anulado pela Conmebol - Bruno Haddad/Cruzeiro
Em 2018, Dedé foi expulso contra o Boca em jogo com uso do VAR, mas teve o cartão vermelho anulado pela Conmebol Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

13/03/2019 04h00

160 dias se passaram desde que Dedé jogou pela última vez na Copa Libertadores. Nesta quinta-feira, na partida contra o Deportivo Lara, da Venezuela, o zagueiro do Cruzeiro voltará a atuar pela competição desde aquele polêmico confronto contra o Boca Juniors, que culminou na eliminação celeste na edição de 2018. Hoje, o defensor garante já ter esquecido os lances que mudaram o rumo do Cruzeiro há cinco meses. Obcecado pela taça inédita, ele alinha com a torcida o desejo de conquistar a América e usa o Grêmio como exemplo para não ser surpreendido dentro de campo.

No último domingo, Dedé esteve presente na vitória do Cruzeiro por 2 a 0 contra o Tombense, no Mineirão. O jogo marcou a partida de número 150 do jogador pela Raposa. No clube desde 2013, o Mito já coleciona dois títulos do Brasileiro, além de duas Copas do Brasil. Mas ainda falta conquistar a hegemonia continental para também buscar o feito de ganhar o mundo.

"Meu objetivo maior é a Libertadores. Já tenho dois Brasileiros e três Copas do Brasil, ganhei uma com o Vasco e duas aqui. Mas ainda não tenho a Libertadores. Deve ser um título muito especial, acho que diferente dos outros. Te leva ao torneio maior do mundo, que é o Mundial, jogando contra grandes clubes da Europa. É o meu sonho, ainda mais vestindo uma camisa de um clube que sou apaixonado, que é o Cruzeiro. Seria uma grande satisfação para mim", comentou o zagueiro.

Dedé não esteve presente na estreia do Cruzeiro na Libertadores por causa da uma suspensão por cartão vermelho no último jogo da Libertadores. Em 2018, o jogador foi pivô de uma grande polêmica nas quartas de final contra o Boca Juniors. Expulso injustamente no jogo da ida, na Bombonera, Dedé teve sua suspensão anulada, algo raro na entidade. Na volta, entrou em campo no Mineirão, mas acabou expulso de novo, e amargou a eliminação celeste dentro de casa. Mas isso já é passado para o defensor, que garante estar focado na nova campanha.

"Não me pego pensando naquilo que aconteceu mais. Foi um erro gravíssimo da arbitragem, contornaram a situação, mas foi difícil reverter o placar porque tínhamos levado dois gols. Mas não me toca mais, não chego a ficar pensando nisso", acrescentou, referindo aos placares daquele duelo contra o Boca. Na ida, o Cruzeiro estava perdendo por 1 a 0 quando Dedé foi expulso, e acabou sofrendo mais um gol antes do apito final. Na volta, abriu 1 a 0, mas Dedé foi novamente expulso, e o Boca acabou empatando a partida já nos acréscimos, dando fim ao sonho do tricampeonato celeste.

Adversário com problemas de logística

O Cruzeiro já era tratado com muito favoritismo para a partida contra o Deportivo Lara. O drama vivido pelo clube venezuelano torna ainda mais difícil a tarefa dos visitantes no Mineirão. Devido à crise política no país vizinho, o clube teve seus jogos adiados por falta de energia e tem encontrado muita dificuldade para chegar ao Brasil. A previsão inicial era pisar em solo mineiro na segunda-feira, algo que se tornou inviável. Após ficar incomunicável por alguns dias, a equipe informou que deixaria a Venezuela na terça-feira, o que também não ocorreu.

Como o desembarque em Belo Horizonte aconteceria no mínimo na madrugada de terça para quarta, faltando menos de 24 horas para o jogo no Mineirão, a Conmebol acabou adiando o compromisso para amanhã às 19h15. Apesar disso, Dedé prega humildade nesse e em todos os confrontos da equipe. A inspiração vem do Grêmio, último brasileiro a levantar a taça de campeão, em 2017.

"O ponto maior é a humildade. Saber que tem um adversário do outro lado, independentemente da nossa tradição. O outro ponto é pensar no nosso time, jogar como a gente enfrenta qualquer adversário, dando a vida, se entregando, sendo inteligente, absorvendo as coisas que o treinador pede. Eu vi isso com a conquista do Grêmio. Jogavam da mesma forma em todos os campeonatos. Olhava o time que estava lá em cima do mesmo jeito do que aquele que estava atrás. Foi um dos pontos positivos do Grêmio, e eu acho que a gente precisa trabalhar. Nosso time é experiente, vai tentar fazer o melhor futebol", finalizou.

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