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Fla encontra quatro famílias e agenda reuniões em etapas por indenizações

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

12/03/2019 04h00

Pouco mais de um mês depois da tragédia no Ninho do Urubu, o Flamengo tem apenas uma indenização acertada, mas tenta fechar ao menos mais quatro acordos nos próximos dias. A diretoria agendou reuniões com familiares das vítimas no decorrer da semana e diz acreditar em um desfecho positivo. Os primeiros encontros foram com as famílias de Vitor Isaías e Bernardo Pisetta, dois dos dez meninos mortos no incêndio. Outra reunião acontece na próxima quinta-feira.

O Flamengo trabalha em etapas no que envolve o processo indenizatório, já que não houve acordo na mediação realizada por Defensoria Pública e Ministério Público. Na ocasião do encontro, inclusive, os familiares deixaram revoltados o prédio do Tribunal de Justiça. 

O clube decidiu negociar individualmente com cada família, já que sustenta necessidades distintas para os núcleos familiares. Desta forma, não poderia fechar um único valor. O MP queria R$ 2 milhões, além de R$ 10 mil mensais até os 45 anos das vítimas - se vivas estivessem. Os primeiros agendamentos foram com os familiares que aceitaram sentar-se à mesa de negociação com a diretoria rubro-negra.

Foi aí que a primeira indenização se consumou no último dia 1º de março. Por questões de segurança, valor e nome da vítima foram mantidos em sigilo, pois os familiares se tratam de pessoas com baixas condições financeiras.

Na sequência, as quatro famílias tiveram o encontro marcado nesta semana. Como praticamente todas residem fora do Rio de Janeiro, o clube paga as passagens e hospedagens para as reuniões.

As negociações são complexas. Além de um acordo fechado e dos quatro agendamentos, o Flamengo tem conversas abertas com mais três famílias no momento. No total, 26 indenizações estão em discussão - dez mortos, três feridos e outros 13 sobreviventes.

A estratégia de individualizar as indenizações para atender as necessidades específicas de cada família será seguida até o final. A diretoria rubro-negra, no entanto, sabe que alguns familiares podem optar por resolver o caso na Justiça, o que estenderia o processo por anos. Até por isso, o departamento jurídico do clube e advogados contratados buscam a manutenção do diálogo junto aos defensores responsáveis pelos interesses dos familiares.

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