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Polêmica e bastidores freiam euforia no Flu após vitória sobre Fla e Ganso

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

19/02/2019 04h00

A derrota para o Vasco e a consequente perda do título da Taça Guanabara para o rival foram lamentadas por todos no Fluminense. Mas para além da derrota em campo, o clube vive ambiente que está carregado muito mais por conta da batalha campal em que se transformou a decisão e os seus desdobramentos mais imediatos.

Dias atrás, o clima nas Laranjeiras era de extrema leveza e em nada lembrava a tensão de agora. Eufóricos pela chegada de Paulo Henrique Ganso e pela vitória heroica ante o Flamengo, os tricolores navegavam em águas tranquilas até que o desentendimento pelo setor Sul do Maracanã fez explodir a crise e mudar o ânimo no clube.

Não bastasse o arranhão na relação com o Maracanã S.A, o Fluminense foi surpreendido com a notícia de que poderá ser excluído do Campeonato Carioca. Além da sombra da exclusão, o presidente Pedro Abad pode pegar gancho de até dois anos. Ao entender que o dirigente incitou publicamente o ódio ou a violência, André Valentim, procurador-geral do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD), foi duro em sua denúncia.

"O Pedro Abad chamou a torcida para guerra, isso foi sanguinário. A denúncia será em cima de quem deu asa a essa confusão. Eles (Fluminense) foram para a Justiça Comum antes de irem até a Justiça Desportiva. É a primeira vez que aplico esse artigo. Quem fala o que quer, escuta o que não quer", disse Valentim ao UOL Esporte.

Os tricolores receberam também com certo espanto o ato assinado por Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). Em resolução assinada pelo mandatário, ficou estabelecido que não haverá novo Fluminense x Vasco no Maracanã sem que haja acordo prévio em relação ao setor Sul. O Tricolor entende que não cabe ao Cruz-maltino "aceitar" que o Flu ocupe um lugar que ele entende ser seu de direito por força de contrato.

Parceiros estremecidos, Flu e Maracanã tem encontro marcado para 21h da próxima sexta-feira, quando a equipe encara o Bangu e deve ter a estreia de seu novo camisa 10. O mando é banguense, mas houve a anuência para que a partida fosse transferida para o principal estádio do Rio de Janeiro.

Ao tomar conhecimento dos recentes fatos, a cúpula tricolor segue em silêncio e estuda os próximos passos, seja em relação à relação com o Maracanã, seja no que diz respeito à defesa que terá de ser feita no TJD.

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