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Carille explica rodízio de zagueiros e detalha preocupação com bola aérea

Arthur Sandes e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

24/01/2019 19h57

O novo trabalho de Fábio Carille no Corinthians, assim como o anterior, tem como prioridade ajustar o setor defensivo. Ele assume um time que tomou gols demais em 2018, por isso tem tarefa de arrumar taticamente e também dar confiança aos zagueiros e laterais. Neste cenário, promove rodízio de defensores e vê evolução nas jogadas de bola aérea.

"O gol da bola aérea de ontem [quarta-feira] foi em cima de uma jogada muito bem trabalhada pelo Osmar [Loss, técnico do Guarani], e a gente não prestou atenção. O que me deixava preocupado antes, e a gente até arrumou, era a disputa aérea, esse lance de contato, da necessidade de se impôr mais dentro da nossa área", diferencia o treinador, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte nesta quinta-feira (24).

Dois dos quatro gols que o Corinthians levou neste início de ano saíram pelo alto, um no amistoso contra o Santos e outro, mais recente, justamente na derrota por 2 a 1 para o Guarani. Apesar da frequência da jogada e da insistência dos adversários pelo alto, Carille alerta que não basta apenas marcar por cima. 

"A gente não pode viver só de bola aérea. Nos comportamos bem contra o São Caetano, que era um time muito alto. Contra o Santos eu ainda tinha trabalhado muito pouco; tomamos o gol mas no restante fomos bem. Bola aérea é um detalhe muito importante, mas é preciso pensar também no todo", entende o técnico

Os erros são comuns e naturais no início de trabalho, e Carille tem usado as três semanas que teve até aqui para testar diferentes duplas de zaga. Henrique parece ser seu zagueiro favorito, enquanto a outra vaga está aberta entre os demais. O técnico usou Pedro Henrique no amistoso contra o Santos, estreou no Paulistão com Marllon e acionou Léo Santos na última quarta-feira - Manoel também deve ter chance quando estiver apto.

"Não é uma tentativa, é algo programado para olharmos todos e saber qual [dupla] casa melhor", explica Fábio Carille. "Conheço bem o Pedro [Henrique], que em 2017 jogou 22 jogos do Brasileiro em que fomos campeões. O Léo foi mais de trabalho, pouco jogo. O Marllon foi ter jogado contra, ele pela Ponte, e assistir a três jogos dele... Está tudo aberto, não só nestas posições. A forma de jogar está praticamente definida, mas as peças ainda estão abertas", avisa.

Ele deve fazer novo teste às 19 horas (de Brasília) deste sábado (26), quando o Corinthians recebe a Ponte Preta em sua Arena, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. A intenção de Carille é usar um time completamente alternativo, e a dupla de zaga deve ter Marllon e Léo Santos.

Evolução de Sornoza e melhora na frente

Carille se mostra paciente com a evolução natural do setor de armação. Nos últimos jogos, cinco dos seis jogadores do meio para frente foram caras novas no Corinthians - Jadson é o único que tem tempo de casa maior. Com o tempo as coisas vão melhorar, aposta o treinador.

"Isso é com o trabalho do dia a dia. Com triangulações e o entrosamento, eles se conhecendo cada dia melhor, vai melhorar a parte ofensiva. É natural, pela qualidade dos jogadores. É repetição e trabalho para eles terem o entendimento", argumenta o técnico corintiano.

Um dos focos de remontagem é o lado esquerdo, atualmente ocupado por Júnior Sornoza. O equatoriano tem estado mais acostumado a jogar por dentro, mas foi o escolhido para ser coadjuvante de Jadson. "Tive uma conversa com ele. Ele jogou bastante ali pela esquerda, disputou uma Libertadores pelo Del Valle jogando aberto no lado direito. É um jogador que pode fazer quatro ou cinco funções, então estamos ajustando para saber o que é o melhor para ele dentro do time", explica Carille.

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