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Caso Daniel: Delegado diz que gêmeo deve continuar preso nas próximas 24h

Eduardo Purkote após audiência de custódia  - Bruno Abdala/UOL
Eduardo Purkote após audiência de custódia Imagem: Bruno Abdala/UOL

Bruno Abdala

Colaboração para o UOL, em São José dos Pinhais

20/11/2018 15h39Atualizada em 20/11/2018 17h11

O delegado Amadeu Trevisan, que lidera as investigações da morte de Daniel Corrêa, afirmou nesta terça (20) que Eduardo Purkote, sétimo preso suspeito de participação no crime de 27 de outubro, continuará preso “pelo menos pelas próximas 24 horas”.

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Havia a expectativa sobre uma possível soltura do gêmeo preso. Eduardo Purkote deixou a delegacia da Polícia Civil de São José dos Pinhais nesta terça para uma audiência de custódia. Agora a polícia dará parecer sobre se pede ou não para que o suspeito seja solto e a Justiça decide se acata o pedido.

“O que a gente observa nos depoimentos são algumas contradições. Algumas pessoas colocam o Purkote no crime outras não colocam. Depende da análise boa que devemos fazer nas próximas 24 horas. Ele deve continuar preso pelo menos pelas próximas 24 horas até que seja feita toda análise do conteúdo inquérito”, explicou o delegado Amadeu Trevisan.

Segundo Trevisan, depois dessa análise, ele pode pedir que o gêmeo Eduardo Purkote seja solto. “Eu posso pedir que seja solto, mas isso não depende de mim. Depende do parecer no Ministério Público e do juiz. Eu prefiro aguardar os resultados dos laudos amanhã”, disse o delegado ao ser questionado sobre a possível soltura.

A defesa do gêmeo afirmou que entrou com pedido de revogação da prisão temporária. "Os fundamentos da prisão temporária já não existem mais. O Eduardo prestou esclarecimentos, não tem mais ninguém para ser ouvido no inquérito e o Eduardo está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Agora foi para manifestação do Ministério Público e estamos aguardando", disse o advogado Ricardo Dewes. 

Algumas testemunhas relataram na última semana que Eduardo Purkote participou das agressões a Daniel, antes de o jogador ser morto. Um dos relatos afirmou ainda que foi o gêmeo quem pegou a faca e entregou a Edison Brittes Júnior, que assumiu ter matado o atleta. A família Purkote e a defesa acreditam em represália

Inquérito da morte está quase concluído

Depois do segundo depoimento de Eduardo Purkote realizado na segunda (19), agora como suspeito, o delegado Trevisan afirmou à imprensa que o inquérito da morte de Daniel está chegando ao final. Tudo deve ser concluído e entregue à Justiça em 24 horas.

“As pessoas envolvidas e perícias necessárias, relatórios policiais, tudo já está dentro do inquérito. Estou aguardando uma ligação do IML sobre os laudos e devem ficar prontos amanhã. Assim que ficarem prontos, os laudos serão juntados ao inquérito policial no primeiro momento. Nas próximas 24 horas eu devo entregar inquérito para a justiça”, disse.

Trevisan disse que os sete presos serão indiciados. “Todos foram indiciados, mas isso não quer dizer que ficarão presos. Se a pessoa vai ficar presa ou não, é com a Justiça. Indiciados por homicídio qualificado, coação de testemunha, alguns por fraude processual, gama de crimes que envolve essas pessoas. Falso testemunho, lavar local de crime, destruir prova de crime, esconder prova, tudo isso constitui fraude processual”, explicou o delegado.

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