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Mesmo após outro tropeço, São Paulo mantém planejamento e evita expor time

Elenco fechado no São Paulo é visto como um dos trunfos para a recuperação do líder - Gisele Pimenta/FramePhoto/Estadão Conteúdo
Elenco fechado no São Paulo é visto como um dos trunfos para a recuperação do líder Imagem: Gisele Pimenta/FramePhoto/Estadão Conteúdo

Bruno Grossi e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

25/09/2018 04h00

O São Paulo sofre neste returno do Campeonato Brasileiro. Com apenas duas vitórias em sete partidas, a equipe conquistou 10 pontos, com aproveitamento de 47,6%. Tal rendimento não é condizente com quem lidera a competição e sonha com o título nacional. Mesmo assim, segundo apurou o UOL Esporte, o departamento de futebol não acha que seja momento para o sinal de alerta ser ligado e mudar os seus planos.

Após o empate com o América-MG por 1 a 1, em pleno Morumbi, no último sábado (22), ficou mais claro que o desempenho e os resultados recentes não são os esperados. Ainda assim, os dirigentes não acham que seja hora para uma uma conversa para tentar entender o que acontece com o time. Estratégias adotadas nos últimos anos, como palestras motivacionais e reuniões internas com dirigentes, não estão em pauta.

A própria comissão técnica e os jogadores ficaram irritados com os resultados. O sentimento é de que a equipe pode render mais. O clima entre os jogadores é de insatisfação, mas sem perder a confiança em uma recuperação nas próximas rodadas. Os dirigentes, até por saberem que o elenco está fechado para esta retomada, não se desesperam e tentam evitar uma exposição desnecessária.

Para integrantes do departamento de futebol ouvidos pela reportagem, a queda de rendimento da equipe neste segundo turno pode estar ligada aos desfalques. Neste sentido, a maior dificuldade é encontrar substitutos para os pontas (Everton se recupera de lesão, e Rojas cumpriu suspensão automática na última rodada). Mesmo com esse problema na reposição, a situação não é considerada crítica, e a redução do elenco, solicitada por Diego Aguirre, é vista de maneira positiva.

Segundo os dirigentes, a quantidade de jogadores é suficiente para a disputa do Brasileiro. Para o sistema ofensivo, o clube alega ter apostado em Everton Felipe, que defendia o Sport até o início de agosto e ainda estaria em período de adaptação ao time paulista. Por outro lado, a saída de atletas, como Paulinho Boia e Lucas Fernandes, ambos emprestados para o Portimonense, teria servido para dar bagagem para os jovens da base e deixar os treinamentos no São Paulo ainda mais intensos e competitivos.

Apesar de o São Paulo ter investido pesado para montar o seu elenco, na visão de integrantes do departamento de futebol a equipe não figurava na lista de favoritas ao título no início do Brasileiro. Tal constatação também serve de voto de confiança a Aguirre e ao time neste período de queda de rendimento no nacional. Afinal, o Tricolor se recuperou após alguns tropeços no primeiro turno, ganhou moral, mostrou força e fechou a metade inicial do torneio à frente dos adversários.

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