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Chelsea usa brasileiros só para empréstimo. Destino favorito gera polêmica

O brasileiro Nathan está emprestado ao suspeito Vitesse, da Holanda - Dean Mouhtaropoulos/Getty Images
O brasileiro Nathan está emprestado ao suspeito Vitesse, da Holanda Imagem: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

21/09/2016 06h00

Oscar, Willian e David Luiz são os brasileiros mais famosos do Chelsea e estrelas do time principal. Mas outros quatro brasileiros vivem uma realidade característica e pouco animadora do clube inglês: eles fazem parte de uma legião de emprestados. Atualmente, 37 jogadores do Chelsea estão cedidos a outros clubes.

Kenedy, Lucas Piazon, Wallace e Nathan já puderam se gabar de serem anunciados como reforços pelo Chelsea. Todos têm contrato com o poderoso clube inglês, mas os planos para eles passam longe do Stamford Bridge. Os quatro estão emprestados para diferentes times e, com exceção de Kenedy, mal jogaram com a camisa azul. O atleta revelado no Fluminense é um ponto fora da curva nesta relação, já que atuou em 20 partidas na última temporada, porém ficou fora dos planos de Antonio Conte e acabou cedido ao Watford.

Dos outros três, Piazon é o que está há mais tempo no Chelsea - desde 2011. Defendeu os times inferiores e fez apenas três jogos pelos Blues no fim de 2012, quando começou sua peregrinação por Málaga, Vitesse (HOL), Eintracht Frankfurt, Reading e Fulham. 

Wallace jogou só em um tour de verão, passou por Inter de Milão e Vitesse e agora está emprestado ao Grêmio. Nathan, por sua vez, defendeu só um time desde que foi contratado pelo Chelsea: o Vitesse.

A semelhança entre os três brasileiros não se resume apenas ao fato de não pararem em Stamford Bridge. Em algum momento, o trio já teve uma passagem por empréstimo no Vitesse. A relação entre o clube inglês e o holandês chegou a levantar suspeita e ainda gera polêmica na Holanda.

Nos últimos anos, o Chelsea mandou cerca de 20 jogadores para o Vitesse por empréstimo. Essa relação passou a ser investigada pela liga holandesa, que viu mais do que simpatia nos acordos entre os clubes.

A parceria começou quando Merab Jordania, um magnata da Georgia que assumiu o Vitesse, estreitou sua relação com o poderoso dono do Chelsea, Roman Abramovich. No entanto, quando deixou o clube holandês, Jordania acusou Abramovich de impor até quantos minutos cada jogador emprestado deveria atuar e afirmou que o mandatário do clube inglês não permitiu que o Vitesse fosse campeão holandês para não enfrentar o Chelsea na Liga dos Campeões. O georgiano disse que este foi o estopim para sair do clube.

Aleksandr Chigirinskiy, também russo, tornou-se o novo proprietário do Vitesse. A liga holandesa descobriu uma sociedade entre Chigirinskiy e Abramovich em uma empresa, mas uma investigação independente, feita pela liga holandesa, nada conseguiu provar. Enquanto isso, a parceria continua no futebol, tanto que três jogadores do Chelsea estão emprestados ao time holandês, entre eles o brasileiro Nathan.

Porém, a relação segue gerando críticas. O Vitesse é chamado por alguns como o “Chelsea B” e as pessoas contrárias a Chigirinskiy afirmam que Abramovich é quem realmente manda no clube. Os torcedores ficam divididos: quando chega uma safra boa de promessas contratadas pelo Chelsea comemoram, mas nem sempre os jogadores emprestados agradam. 

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