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De executivo no futebol a Abilio: 6 pontos que mudam no SP de Leco

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é o favorito à presidência do SP - Fabio Braga/Folhapress
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é o favorito à presidência do SP Imagem: Fabio Braga/Folhapress

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

27/10/2015 06h00

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é o presidente interino do São Paulo após a renúncia de Carlos Miguel Aidar e o favorito na eleição que poderá acontecer nesta terça-feira (27) caso consiga derrubar a liminar que barrou o pleito. O favoritismo de Leco é tanto que nem o possível adiamento do pleito faz a oposição acreditar que ele poderá perder a eleição. Com o futuro mandato já desenhado, Leco e seus aliados mostram mudanças em relação à gestão Aidar. O UOL Esporte mostra abaixo, segundo relatado por quem participará da gestão, seis pontos que deverão mudar no novo São Paulo.

1. Diretor executivo de futebol

Pela primeira vez na história o São Paulo terá um diretor executivo de futebol. Com Leco, o cargo será ocupado por Gustavo Vieira de Oliveira, antes gerente de futebol do clube e que agora ocupará posição superior no organograma. Como diretor, Gustavo Vieira de Oliveira estará acima do gerente José Eduardo Chimello, e terá maior autonomia para comandar o futebol. Acima da gerência, ele não precisará se preocupar de imediato com o comando de vestiário e pequenas demandas no CT da Barra Funda. Ficará focado no planejamento de elenco, entre contratações, renovações, vendas e dispensas. O departamento de futebol terá Ataíde Gil Guerreiro, pivô da renúncia de Aidar, como vice-presidente.

2. Leco estará dentro do futebol

Ataíde Gil Guerreiro afirma que Leco, diferentemente de Aidar, participará do planejamento e das discussões de temas diversos no futebol, e não só das decisões finais. Durante a gestão Aidar, o presidente só entrava no processo de conclusão das decisões. Gil Guerreiro já confirma que Leco estará dentro do futebol e que os temas do departamento serão discutidos entre ele, o presidente e o diretor executivo.

3. Abilio Diniz próximo da administração

Quem participa do governo interino do São Paulo afirma que o empresário Abilio Diniz será um dos grandes consultores de Leco na presidência. Diniz, em princípio, não terá entrada no futebol, mas estará muito próximo do presidente, com quem já partilha ideias de reformas de administração. Diniz foi ativo no processo de renúncia de Aidar e defende que o São Paulo se profissionalize por completo.

4. Prioridade é renegociar dívidas

Durante a gestão Aidar o São Paulo expôs momento financeiro delicado. Chegou a atrasar pagamentos aos jogadores por quatro meses e teve de se desfazer de oito jogadores entre junho e agosto para aliviar os problemas de caixa. Quem está com Leco afirma que a prioridade da nova gestão, alinhada com reivindicações de Abilio Diniz, será renegociar as dívidas bancárias que hoje totalizam cerca de R$ 150 milhões - o clube gasta R$ 8 milhões por mês entre amortizações e encargos. A gestão Aidar chegou a anunciar plano de reforma de administração, mas não apresentou mudanças no organograma e não afastou presidente, vice-presidentes e diretores estatutários das funções executivas.

5. Assessores em órgão consultor

Segundo relatado por aliados, Leco pretende criar um órgão novo no clube, para que os assessores da presidência atuem como conselheiros da administração em reuniões periódicas. O presidente não dividiria poder de decisão com os assessores, mas discutiria definições do clube em reuniões com os aliados mais próximos. Na gestão Aidar, a discussão de decisões passava apenas por reuniões de diretoria, que serão mantidas.

6. Tranquilidade no futebol

Quem está no departamento de futebol do São Paulo celebra a provável nova gestão pela tranquilidade em relação ao governo Aidar. Entre abril de 2014 e outubro de 2015, o São Paulo viveu meses de incerteza no CT da Barra Funda. O ex-presidente teve atritos com Juan Carlos Osorio, a quem mandou mensagem criticando os métodos de trabalho e com quem perdeu o relacionamento antes do pedido de demissão; com Muricy Ramalho, que segundo membros do futebol teve de barrar diversas sugestões de contratações feitas pelo ex-presidente; e com Gustavo Vieira de Oliveira, demitido do cargo de gerente de futebol a contragosto de Ataíde Gil Guerreiro.

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