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Para pagar Elias, Gobbi comprometeu contrato do Corinthians até 2017

Gobbi, atual presidente, sorri ao lado de Andrés Sanchez, seu antecessor - Mauro Horita/site oficial do Corinthians
Gobbi, atual presidente, sorri ao lado de Andrés Sanchez, seu antecessor Imagem: Mauro Horita/site oficial do Corinthians

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

07/01/2015 11h44

Pressionado por uma dívida de 1 milhão de euros (R$ 3,2 milhões) pela primeira parcela a ser paga na compra de Elias, o presidente Mário Gobbi adotou procedimento que deixou opositores insatisfeitos no Corinthians.

Responsável por montar e administrar franquias da loja oficial Todo Poderoso Timão, a empresa SPR Sports renovou contrato que venceria em breve por mais três temporadas. As luvas da operação serviram para Gobbi pagar o Sporting-POR pela compra de Elias. 

Na prática, a renovação feita por Mário Gobbi significa que o próximo presidente, que assume dentro de um mês, não poderá cuidar de mais um contrato importante na gestão do Corinthians. Ao todo, o clube irá receber mais R$ 15 milhões pelo acordo em si. A operação foi realizada há pouco mais de dois meses.

Em agosto, Gobbi fez procedimento semelhante para salvar de condenação o ex-presidente Andrés Sanchez, o candidato Roberto de Andrade, o candidato a vice-presidente André Luiz de Oliveira e o diretor financeiro Raúl Correa. O contrato de patrocínio com a Nike, vigente até 2022, foi espichado até 2025. O adiantamento de R$ 20 milhões serviu para pagar 20% de dívidas tributárias contraídas nos últimos anos. 

Contratação mais cara de 2014, Elias ainda demandará do Corinthians o pagamento de quase R$ 10 milhões nos próximos anos. 

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