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Rodrigo Mattos

Athletico ignora pressão da Globo e faz até propaganda de lives em jogo

Renato Kayser, do Athletico-PR, comemora gol diante do São Paulo pelo Brasileirão - Robson Mafra/AGIF
Renato Kayser, do Athletico-PR, comemora gol diante do São Paulo pelo Brasileirão Imagem: Robson Mafra/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

18/01/2021 14h37

A pressão da Globo sobre o São Paulo e outros clubes não surtiu efeito: o Athletico manteve a transmissão de jogos em casa do Brasileiro em plataformas pagas. Mais do que isso, o clube ainda colocou propaganda de suas lives em placas ao lado do campo. Ou seja, a própria Globo acabou divulgando em sua transmissão as plataformas associadas ao clube paranaense.

O Athletico e a Globo travam uma briga na Justiça por conta dos direitos de transmissão de canais pagos de jogos do time. Usando a MP do Mandante, que já caducou, o clube cedeu seus direitos para transmissões pay-per-view de seus jogos em casa. Até agora a Justiça tem dado razão ao clube na disputa judicial.

Como mostrado pelo blog, a Globo enviou cartas para o São Paulo e outros times para requisitar que impedissem as transmissão de jogos. Mas o Athletico ignorou a pressão. Houve transmissão do jogo entre os dois times, na Arena da Baixada, em sete plataformas pagas, entre elas o Twicht.

Mais, o Athletico inseriu nas placas publicitárias uma propaganda do seu site: "livrepratorcer.com". E informou que havia 14 mil pessoas assistindo ao jogo nas plataformas "como e onde querem".

A Lei Pelé veta propaganda de veículos que têm direitos de transmissão na camisa de clubes. Mas nada fala sobre placas de publicidade. Além disso, o site não é o responsável pela transmissão: divulga outras plataformas.

A Globo não comenta assuntos sub judice, mas negou pressão sobre os clubes. "Não houve qualquer pressão sobre os clubes. Apenas a discussão de um problema comum de parceiros comerciais: a violação por um terceiro da exclusividade contratada entre emissora e clubes", diz a comunicação da emissora.

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