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Rodrigo Mattos

Reunião de clubes na CBF veta público e gera briga com o ausente Flamengo

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

26/09/2020 17h05

Uma reunião de clubes com a CBF determinou o veto da presença de torcida em estádios, pelo menos por enquanto. O Flamengo, que defendia o retorno imediato do público, não esteve presente ao encontro. Essa ausência gerou uma discordância entre a confederação e o clube rubro-negro. A partir de agora, a CBF vai consultar prefeituras e Estados para saber sobre autorizações e vai analisar a situação em novas reuniões a cada 15 dias.

O último encontro da CBF com os clubes acabou em briga entre o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e o presidente da Ferj, Rubens Lopes. O dirigente do Rio de Janeiro queria o retorno de público imediato, e houve bate-boca. Agora, a briga ocorreu fora da reunião.

Com a discussão na última reunião, o presidente da CBF decidiu convocar um novo encontro já para este sábado. Houve uma votação e ficou determinado por 19 a 0 que a volta do público está vetada por enquanto. Haverá uma nova reunião em 15 dias para reavaliar a situação.

A maioria dos clubes é a favor do retorno do público desde que ocorra em todos os estados da Série A. A CBF também é favorável à presença de torcedores. Por isso, a CBF vai conversar com as prefeituras e estados para saber quando há liberação. E só com uma reunião nova entre todos os clubes poderá ser aprovada a presença de público. São 11 municípios que podem receber jogos da Série A, sendo que cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, entre outras, já disseram que não é para ter público neste momento.

Em nota, o Flamengo justificou sua ausência ao afirmar que era uma reunião da Comissão Nacional de Clubes, composta por nove times, e que seria apenas um convidado. E afirmou que que não quis ir por que a liberação de público é uma atribuição de órgãos públicos: "O Flamengo vem declinar do convite, eis que entende que o tema em pauta é estranho à competência dos clubes e da CBF, não havendo nada a sugerir, nem decidir, em matéria cuja atribuição é privativa das autoridades públicas locais, conforme, inclusive, já decidiu o Supremo Tribunal Federal."

Posteriormente, a CBF soltou nota em que diz que "ao contrário do que afirmou o clube de regatas do Flamengo, a reunião sábado, 26, não foi convocada pela Comissão Nacional de Clubes. Foi uma reunião de todos os clubes da Série A e das federações aos quais são filiadas". E ressaltou que o clube foi o único que não estava presente.

A reunião teve os 19 clubes e, portanto, não tinha apenas os times da CNC. O Flamengo foi à reunião de quinta-feira que teve o mesmo formato e sua posição de voltar o público só no Rio de Janeiro se revelou minoritária. Neste encontro, o clube defendeu que a só autoridades públicas podiam fazer determinações sobre presenças de público.

Rodrigo Mattos